Moro dará explicações à CCJ do Senado no dia 19

Líder do governo na casa manifestou "confiança" em Moro e na condução da Lava Jato pelo ex-juiz.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Audiência de Moro foi agendada para a quarta-feira da semana que vem, dia 19, às 9 horas.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, aceitou ir à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para prestar esclarecimentos sobre supostas mensagens trocadas por ele com procuradores da Lava Jato no período em que era juiz da Operação em Curitiba.

A audiência de Moro foi agendada para a quarta-feira da semana que vem, dia 19, às 9 horas. O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), repassou aos colegas um comunicado em que Moro se compromete a ir ao Senado e que foi lido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

No comunicado, o líder do governo manifesta "confiança" em Moro e na condução da Lava Jato pelo ex-juiz.

Moro condena ação de hackers

Moro condenou a ação de hackers e chegou a dizer que seu próprio celular foi alvo da ação de invasores durante a reunião realizada com senadores do bloco Vanguarda (DEM, PL e PSC). O encontro durou mais de duas horas e, segundo os parlamentares, já estava agendado antes da divulgação de supostas comunicações dele mantidas com integrantes do Ministério Público, durante a operação Lava Jato, divulgadas pelo site The Intercept.

"O próprio celular dele, segundo ele, teria sido alvo de hackers, embora não tenha sido exposto nada em relação à comunicação dele", afirmou o senador Marcos Rogério (DEM-RO), que estava na reunião.

Segundo Rogério, a reunião, que já estava agendada antes do vazamento das supostas comunicações de Moro, tinha como tema pautas do Ministério da Justiça e apenas no final do encontro que o vazamento foi citado. "Um senador fez uma manifestação de apoio e perguntou a Moro como ele estava se sentindo nesse momento e o ministro fez brevíssimas ponderações", disse. Nessas ponderações, Moro condenou a ação de hackers e defendeu a rigidez do processo.

"(Moro) Tocou a agenda com absoluta normalidade. A agenda dele como ministro está seguindo o curso natural, sem alteração de humor ou de contentamento. Já estive com ele em outras ocasiões e não vi nenhum tipo de mudança de comportamento", afirmou o senador. 

Seguranças fizeram um cordão de isolamento para que Moro pudesse sair do gabinete onde estava e chegar até o elevador. Sua saída foi tumultuada e ele não conversou com a imprensa.

Tags: Poder
A+ A-