Maia garante aprovar reforma da Previdência ‘com governo ajudando ou atrapalhando’

Em Nova York, presidente da Câmara ressaltou ser preciso resolver problemas de todos os impostos no País.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Arquivo/Agência Brasil
Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que também é prioritário o projeto anticrime do ministro da Justiça, Sergio Moro.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou, nesta quarta-feira (15), que avisou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que eles farão a reforma da Previdência Social "com o governo ajudando ou atrapalhando, com ou sem redes sociais".

Em evento do Lide em, Nova York, Maia disse que, em conversa o ministro da Economia, Paulo Guedes, destacou que é preciso resolver problemas de todos os impostos no País, com uma abrangente e simplificadora reforma tributária, após a aprovação da reforma da Previdência Social no Congresso. "Sabemos o tamanho da crise fiscal e social e não vamos fugir da nossa responsabilidade".

O presidente da Câmara também destacou que a instituição do Poder Legislativo deve tentar construir consenso para avançar a medida provisória para modernizar o marco regulatório do setor de saneamento básico no país. "Além disso, discutimos com a equipe econômica mudanças na lei de falências. O caso Oi gerou conflitos com devedores".

De acordo com Rodrigo Maia, é preciso dar transparência para os R$ 370 bilhões que o governo gasta com incentivos fiscais em diversos setores, embora no ano passado terem sido encerradas as desonerações de folha de pagamento aprovadas pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

"Temos que criar novas estruturas de sistemas de controle do Estado", disse ele.

Para o presidente da Câmara, também é prioritário o projeto anticrime do ministro da Justiça, Sergio Moro.

Despesas obrigatórias

O presidente da Câmara afirmou ainda que o problema do Brasil não está na PEC do teto de gastos, mas nas despesas obrigatórias, que representam quase 95% do dispêndio primário do Poder Executivo.

"Nos últimos 30 anos, o Estado no País foi capturado por corporações públicas e privadas", disse Maia. "Caminhamos para o colapso fiscal e se nada for feito, podemos chegar ao colapso social".

De acordo com Maia, o parlamento precisa pensar saídas para o Estado brasileiro e para viabilizar o crescimento nacional, dado que o "Brasil está em um encilhamento fiscal e social" e é preciso encontrar soluções à esta situação.

O presidente da Câmara apontou que é necessária a reforma da Previdência Social, pois é necessária diminuir despesas deste setor, mas também é importante reduzir gastos em outras áreas. "As carreiras de Estado cresceram muito nos últimos anos. Um advogado da União ganha em média 67% mais do que no setor privado", disse. "A solução para o Brasil não é mais Estado, mas sim mais setor privado".

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