Investigação sobre milícia seria motivo para crise entre Planalto e PF

Presidente passou a recear que ela pudesse ser usada para atacar seu filho mais velho, Flávio Bolsonaro.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Para delegados da PF, exoneração do superintendente da Corporação no RJ, Ricardo Saadi, ameaça autonomia da Polícia Federal.

A falta de uma justificativa palaciana para a crise criada pelo presidente Jair Bolsonaro contra a superintendência da Polícia Federal do Rio abre margem para que hipóteses ganhem força.

A mais recente delas, publicada nesta segunda-feira (9), pelo Valor, dá conta de que um inquérito sobre lavagem de dinheiro praticada por milicianos teria sido o motivador da crise entre Bolsonaro, PF-Rio e o ministro da Justiça, Sergio Moro, e pior, teria resultado na exoneração do chefe da corporação no RJ, Ricardo Saadi, e poderá, ainda, levar à queda do diretor do órgão, Maurício Valeixo.

A PF chegou aos milicianos ao descobrir que um grupo estaria achacando doleiros investigados por lavagem de dinheiro. Quando a notícia chegou ao conhecimento do presidente, Bolsonaro passou a recear que a investigação, pudesse ser usada para atacar seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PSL), que empregou parentes de supostos milicianos em seu gabinete na Alerj, no período em que era deputado estadual. Procurada na sexta-feira, a Secom informou apenas que “o Planalto não comentará”. A assessoria da Polícia Federal foi procurada, mas não se manifestou.

Na última semana, a revista Veja apontou que uma possível investigação contra o deputado Hélio Negão (PSL), amigo próximo do presidente, teria sido a motivação para os ataques contra a PF. No entanto, de acordo com o Painel da Folha, o alvo da superintendência é, na verdade, um homem que já morreu, e não o deputado homônimo.

Tags: crise Governo Bolsonaro investigação milícia Polícia Federal
A+ A-