Fátima nega que tenha assinado carta de governadores pela reforma da Previdência

'Não autorizei a minha assinatura no citado documento', publicou a governadora no Twitter.

Da redação,
Rafael Araújo/Arquivo/Nominuto
Governadora Fátima utilizou as redes sociais para negar que tenha asssinado documento que solicita a inclusão dos estados na reforma da Previdência.

A governadora Fátima Bezerra (PT) publicou em seu perfil oficial do Twitter, na noite desta quinta-feira (6), que não assinou a carta dos governadores em defesa da manutenção de estados e municípios na proposta de reforma da Previdência que tramita no Congresso.

O documento divulgado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), trazia a assinatura de 25 governadores. Conforme informações do Estadão e Folha de São Paulo, apenas os representantes da Bahia, Rui Costa (PT), e do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), não chancelavam o documento.

Pelo Twitter, a governadora do Rio Grande do Norte aproveitou as publicações de Flávio Dino para endossar as críticas à reforma da Previdência. "Meu caro Dino,faço das suas as minhas palavras e torno público que não autorizei a minha assinatura no citado documento", escreveu Fátima.

Flávio Dino disse que considera o projeto do governo federal injusto e que precisa melhorar. "Não apoiarei genocídio contra os mais pobres e mais necessitados. Nem apoiarei a destruição da Seguridade Social com a tal da capitalização, de interesse dos bancos", escreveu.

A carta será apresentada oficialmente na próxima terça-feira (11), quando o Fórum de Governadores se reunirá em Brasília para discutir a reforma da Previdência.

No documento, os governadores argumentam que obrigar as gestões estaduais e municipais a aprovar mudanças em seus regimes previdenciários por meio de legislação própria, enquanto tais alterações já estão previstas na proposta em análise no Congresso, representa "não apenas atraso e obstáculo à efetivação de normas cada vez mais necessárias, mas também suscita preocupações acerca da falta de uniformidade no tocante aos critérios de Previdência a serem observados no território nacional".

A carta diz ainda que a uniformização do tratamento previdenciário sobre as regras gerais dos regimes próprios de Previdência Social dos servidores públicos da União, Estados e municípios existe há mais de 20 anos.

"Contamos com o indispensável apoio de nossos deputados e senadores para a manutenção dos Estados e do Distrito Federal na Nova Previdência, a fim de garantir o equilíbrio fiscal e o aumento dos investimentos vitais que promovam a melhoria da vida de nossos concidadãos, evitando o agravamento da crise financeira que hoje já se mostra insustentável", diz o texto.

Os governadores argumentam que, caso não sejam adotadas medidas para a solução do problema, o déficit nos regimes de aposentadoria e pensão, que hoje é de aproximadamente R$ 100 bilhões por ano, pode quadruplicar até 2060, de acordo com estudo feito pela Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado.

Principal articulador do grupo, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), confirmou ao Estadão/Broadcast que já assinou o documento. Segundo apurou a reportagem, outros mandatários que apoiam a iniciativa estão em busca de mais assinaturas.

A carta foi articulada pelo governador do Distrito Federal, coordenador nacional do Fórum de Governadores. Ele pretende protocolar o documento na Câmara e no Senado antes do encontro da próxima semana.

Tags: Fátima Bezerra Reforma da Previdência
A+ A-