Eduardo Cunha anuncia que rompeu com o governo Dilma

Presidente da Câmara atribui ao Planalto uma articulação para envolvê-lo na Lava Jato.

Da redação, Com agências,

Cunha_rompe_370O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou sua saída do governo na manhã desta sexta-feira (17), em uma entrevista coletiva. 

"Saibam que o presidente da Câmara hoje é oposição. O governo sempre me viu como uma pedra no sapato, tem um ódio pessoal contra mim. O governo fez tudo para me derrubar, não me queria como presidente da Câmara", afirmou.

Acusado pelo lobista Júlio Camargo de ter recebido R$ 5 milhões de propina, Cunha atribui ao Palácio do Planalto uma articulação para envolvê-lo na Lava Jato. O rompimento com o governo, deverá, neste primeiro momento, se restringir apenas ao peemedebista. Embora tenha enorme influência sobre a bancada do PMDB da Câmara, Cunha afirmou que a decisão se limita a ele:

"Esta é a minha posição, não do partido. A posição do partido é o PMDB que vai decidir", informou Cunha. 

Entre as retaliações ao governo que devem ser colocadas em prática está além da convocação de ministros mais próximos de Dilma, logo após o final do recesso parlamentar, a instalação das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) para investigar o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) e os Fundos de Pensões. Para atormentar o sono do Palácio do Planalto, contrário à criação das comissões, articula-se a entrega das relatorias a integrantes da oposição.

Na véspera do anúncio de rompimento, Cunha procurou o vice-presidente da República, Michel Temer, e tiveram uma conversa na Base Aérea de Brasília momentos antes do vice deixar a capital federal. Segundo relatos, o presidente da Câmara se mostrava "indignado".

Tags: Eduardo Cunha rompimento
A+ A-