Ciro Gomes dispara contra Bolsonaro: “Cala a boca, Magda das Milícias!”

Ex-governador do Ceará criticou o presidente por sua fala preconceituosa contra nordestinos e por outras declarações, como a de que não existe fome no Brasil.

Da redação,

ciro_gomes_370O ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), subiu o tom contra o presidente Jair Bolsonaro no sábado (20). Pelo Twitter, Ciro criticou declarações dadas pelo capitão da reserva ao longo da semana, como de que não existe fome no Brasil.

Candidato à presidência pelo PDT no ano passado, Ciro citou, ainda, em sua postagem, a declaração preconceituosa de Bolsonaro contra os nordestinos e sua fala nepotista ao afirmar que quer beneficiar o próprio filho ao indicá-lo para a embaixada do Brasil nos Estados Unidos.

“Cala a boca ‘Magda das milícias’! ‘não existe fome no Brasil’, ‘vai privilegiar o filho’, chama de ‘Paraíba’ toda uma região com mais 30 milhões de habitantes, ataca um dos melhores governadores e, irresponsavelmente, determina perseguição ao povo de um Estado…”, escreveu o ex-governador.

Preconceito

Na sexta-feira (19), pouco antes de um café da manhã com jornalistas em Brasília, Bolsonaro afirmou que “dos ‘governadores de Paraíba’, o pior é o do Maranhão. Não tem que ter nada com esse cara”, sem saber que seu áudio estava aberto para uma transmissão ao vivo.

A reação foi imediata. Os governadores dos nove estados do Nordeste publicaram, no mesmo dia, uma carta de repúdio às afirmações do presidente. A nota pede esclarecimentos por parte do presidente em relação à sua fala, além de reiterar a defesa da Federação e da democracia.

Antes disso, o próprio governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que foi citado por Bolsonaro, se pronunciou sobre o assunto. “Independentemente de suas opiniões pessoais, o presidente da República não pode determinar perseguição contra um ente da Federação”, publicou Flávio Dino em seu Twitter. “Seja o Maranhão ou a Paraíba ou qualquer outro Estado. ‘Não tem que ter nada para esse cara’ é uma orientação administrativa gravemente ilegal”, afirmou.

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