Bolsonaro entrega proposta de reforma da Previdência ao Congresso

Presidente e ministros foram recepcionados por Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre.

Da redação, Agência Brasil,
Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Presidente da República, Jair Bolsonaro, entrega pessoalmente a proposta de reforma da Previdência para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

O presidente Jair Bolsonaro entregou hoje (20), pela manhã, a proposta da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. Acompanhado dos ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, ele chegou por volta das 9h30 ao prédio do Congresso Nacional.

Bolsonaro e os ministros foram recepcionados pelos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Tramitação

Inicialmente, a proposta é submetida à análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, e depois será discutida e votada em uma comissão especial da Casa, antes de seguir para o plenário.

No plenário, a aprovação do texto depende de dois dois turnos de votação com, no mínimo, três quintos dos deputados (308 votos) de votos favoráveis.

Em seguida, a proposta vai para o Senado cuja tramitação também envolve discussão e votações em comissões para depois, ir a plenário.

O texto elaborado pelo governo propõe idade mínima para aposentadoria para homens (65 anos) e mulheres (62 anos), além de um período de transição.

Bancada do PSOL recepciona Bolsonaro com protesto contra o 'laranjal do PSL'

Um grupo de deputados do PSOL faz um protesto no salão verde da Câmara dos Deputados neste momento contra o presidente Jair Bolsonaro e seu partido, o PSL. Cerca de dez parlamentares da oposição estão vestidos com aventais alaranjados e trouxeram laranjas para, segundo eles, "recepcionar o presidente", que está na Casa para entregar formalmente a reforma da Previdência. Entre eles, estão os deputados Marcelo Freixo (PSOL-RJ) e Ivan Valente (PSOL-SP).

As cores das roupas e as frutas servem como referência às suspeitas de que o PSL usou candidaturas laranja em Pernambuco e Minas Gerais na última eleição.

Para os oposicionistas, Bolsonaro não tem legitimidade para apresentar a proposta e já se posicionou contra a reforma no passado.

"Hoje tem laranjada?", cantavam os deputados em coro. "Bolsonaro mente", ecoavam em outro momento.

Eles também pedem a demissão do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, que era presidente do diretório estadual do PSL em Minas no ano passado e é acusado de envolvimento no esquema.

Nesta quarta, diante da pressão sobre o caso, Bolsonaro tem reunião com Álvaro Antônio às 14 horas, no Palácio do Planalto. O assunto não foi divulgado pela assessoria de imprensa do presidente.

A oposição questiona o fato do então ministro da Secretaria-Geral Gustavo Bebianno ter sido demitido após suspeitas de participação no uso de candidaturas laranja, enquanto Álvaro Antônio continuou no cargo. Bolsonaro, no entanto, justifica que a demissão ocorreu por razões de "foro íntimo".

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