Atos em apoio ao governo ocorrem em diversas cidades do país

Pelo Twitter, Bolsonaro afirmou que a população está indo às ruas neste domingo para defender o futuro do Brasil.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Em ato de apoio a Bolsonaro em Brasília que começou por volta das 10h, manifestantes começaram a se dispersar no início da tarde do domingo.

Atos em apoio ao governo de Jair Bolsonaro ocorrem neste domingo (26) em várias cidades do país. Os apoiadores defendem a reforma da Previdência, o pacote anticrime, o porte e posse de armas, além de ministros do governo como o da Justiça, Sergio Moro, e o da Economia, Paulo Guedes.

No Rio de Janeiro, onde o presidente Bolsonaro construiu sua carreira política, o público que compareceu ao ato ocupou 800 metros da pista mais perto da praia da avenida Atlântica, em Copacabana (zona sul). 

Embora as principais pautas fossem quase unânimes - a aprovação do pacote anticrime proposto pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, a aprovação da reforma da Previdência e o apoio irrestrito ao presidente -, havia uma profusão de pautas divergentes - muita gente pedia o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, outros exigiam intervenção militar imediata, o fim do exame nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e até a renovação da frota de ônibus municipais de Duque de Caxias (Baixada Fluminense).

Nem a Polícia Militar nem participantes do ato divulgaram alguma estimativa de público. A imensa maioria dos participantes usava camisas verde e amarelas, algumas personalizadas com frases de apoio a Bolsonaro ou a Moro. Embora políticos do PSL, como a deputada estadual Alana Passos, tenham comparecido e discursado, todos ressaltaram que estavam presentes como "cidadãos" e não como políticos.

Distrito Federal

Em ato de apoio ao governo Bolsonaro em Brasília que começou por volta das 10h, os manifestantes começaram a se dispersar no início da tarde deste domingo (26). A maior concentração aconteceu no gramado localizado em frente ao Congresso Nacional. Segundo a estimativa da Polícia Miliar, 20 mil pessoas participaram do protesto, que foi encerrado por volta das 13h30.

Os parlamentares do chamado Centrão foram alvo de críticas dos manifestantes, que defenderam a aprovação de pautas encampadas pelo Executivo, como a reforma da Previdência e o pacote anticrime do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. "Centrão, fica aqui o aviso, se não tiver a nova Previdência, o negócio vai feder", disse um dos participantes no microfone.

Dos trios eléricos, o nome do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi citado diversas vezes de forma negativa. Uma das faixas pedia #foraMaia e #foraSTF, corte que também foi alvo de insatisfação durante o ato. Um grupo de pessoas em um dos trios elétricos se fantasiou de lagosta, em forma de protesto ao edital do STF que prevê refeições com lagosta e vinhos com premiação internacional. 

Outro assunto bastante recorrente entre os manifestantes foi o pedido para que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) fique nas mãos de Moro. O ministério que irá coordenar as atividades do Conselho será definido pelo Congresso, que vota a reforma administrativa do governo Bolsonaro. A Câmara já votou para que o Coaf fique com Ministério da Economia.

Bolsonaro

Mais cedo, no Rio de Janeiro, ao participar de um culto na Igreja Batista Atitude, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, o presidente Jair Bolsonaro afirmou disse que a população está indo às ruas neste domingo para defender o futuro do país: “Hoje, por coincidência, é um dia em que o povo está indo às ruas não para defender o presidente, um político ou quem quer que seja. Ele está indo para defender o futuro desta nação".

Na rede social Twitter, o presidente postou cenas de atos que ocorrem em outras cidades do país.

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DD.

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