Morre aos 101 anos, Katherine Johnson, matemática negra que fez história na Nasa

Cientista colaborou para o sucesso das missões Mercury e Apollo e também para o primeiro pouso na Lua, em 1969.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Carlos Barria/Reuters
Katherine Johnson recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade do então presidente Barack Obama, em 2015.

Katherine Johnson, a mulher negra cuja genialidade em matemática a levou de um cargo atrás dos holofotes em uma Nasa segregada a um papel determinante no envio de humanos para a Lua, morreu nesta segunda-feira (24), aos 101 anos. A informação foi confirmada pela própria agência espacial.

“Nossa família Nasa está triste com a notícia de que Katherine Johnson faleceu esta manhã aos 101 anos”, escreveu no Twitter Jim Bridenstine, administrador da agência espacial. “Ela foi uma heroína da América e seu legado pioneiro nunca será esquecido.”

Katherine recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade do ex-presidente Barack Obama, em 2015. Em 2016, ele a citou em seu discurso do Estado da União como um exemplo de espírito da descoberta da América.

Katherine teve uma carreira de 33 anos na agência espacial, trabalhando nas missões Mercury e Apollo 11, incluindo o primeiro pouso na Lua em 1969 e os primeiros anos do programa do ônibus espacial.

Johnson e suas colegas negras na Nasa eram conhecidas como “computadores” quando esse termo foi usado não para um aparelho de programação eletrônica, mas para uma pessoa que fazia cálculos.

Elas foram pouco conhecidas pelo público por décadas, mas ganharam reconhecimento com a publicação do livro Hidden Figures, que inspirou o longa Estrelas Além do Tempo. Logo após, em 2016, a história do grupo de mulheres que conseguiu vencer nos Estados Unidos do Apartheid, recebeu inúmeras indicações ao Oscar.

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