Fernando Freitas defende alíquota progressiva na Previdência estadual

Diretor do Sindicato dos Auditores Fiscais discorda de contribuição maior para quem ganha mais.

Rafael Araújo,
Artur Melo/Nominuto.com
Diretor do Sindifern, Fernando Freitas, participou na tarde desta quarta-feira do Fórum de Debates sobre a Reforma da Previdência.

SELO-NOSSOO diretor do Sindicato dos Auditores Fiscais (Sindifern), Fernando Freitas, disse que discorda da cobrança de uma alíquota diferenciada de contribuição previdenciária para quem ganha mais e destaca que a sociedade precisa conhecer a Previdência Social e a reforma.

O sindicalista participou na tarde desta terça-feira (18) do fórum de debates promovido pelo portal Nominuto. O programa "Nosso assunto é" sobre a reforma da Previdência teve transmissão ao vivo pelo Youtube. O evento foi mediado pelo jornalista Diógenes Dantas e contou ainda com as participações do presidente do Instituto de Previdência dos Servidores Estaduais (Ipern), Nereu Linhares, e do deputado estadual Kelps Lima (Solidariedade).

"A sociedade precisa entender o que é uma reforma da Previdência, mas antes têm que saber o que é a Previdência Social, quais suas características e porque é ela está precisando de ajustes”, disse Fernando Freitas.

Sobre a proposta que foi enviada à Assembleia Legislativa, ele criticou a definição de alíquotas de contribuição previdenciárias – que foi estabelecida de acordo com a faixa salarial do servidor.

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“Para o Sindifern essa proposta não é aceitável e acredito que também não é para boa parte dos sindicatos quem compõem o Fórum dos Servidores. Nós insistimos que as categorias que ganham menos devem contribuir com 11% - e que a alíquota deve ser progressiva. Não concordamos com as faixas criadas, com contribuição maior para quem ganha acima de R$ 15 mil”, destaca Fernando Freitas. "A tabela efetiva progressiva seria partindo de 11%, com alíquota efetiva máxima de 14%", defende.

A proposta enviada pela governadora Fátima Bezerra para votação na Assembleia Legislativa define alíquotas de 12%, para remuneração até R$ 2,5 mil: 14%, na remuneração entre R$ 2,5 mil e R$ 6.101,06; 15%, na remuneração entre R$ 6.101,06 e R$ 15 mil; e 16% acima de R$ 15.000,01. A alíquota é progressiva, portanto, incide na medida que o salário ultrapassar a respectiva faixa.


Confira na íntegra o fórum de debates sobre a Previdência:


Tags: Nosso assunto é Reforma da Previdência
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