Especialista fala sobre o luto pela morte de um animal de estimação

Psicóloga Mariana Simonetti destaca singularidade desse tipo de perda.

Kyberli Gois,
Kyberli Góis/Nominuto
Desde a fundação, o primeiro crematório de animais do RN já realizou cerca de 1.473 cremações.

Ninguém nos ensinou como lidar com o luto pelos animais de estimação ou como dizer adeus ao bichinho que já foi um membro da família. Porque um animal de estimação não é apenas um cachorro ou um gato que pode ser substituído por outro dentro de alguns dias. Cada animal ocupa um espaço na nossa vida, um cantinho privilegiado com memórias, rotinas e olhares impossíveis de esquecer.

Alguns podem até não ligar para esse tipo de luto e achar exagerado o sofrimento pela perda de um pet, mas a psicóloga do Grupo Vila, Mariana Simonetti, reforça que essa perda deve ser respeitada. “As pessoas têm uma certa dificuldade de aceitar que esse vínculo com o animal de estimação possa ser tão forte. Já melhorou bastante, inclusive pela própria questão de oportunidade de se falar sobre. Antes a gente não tinha nenhum espaço para falar do luto pela perda de um animal de estimação”, conta.

vilapet-h3

A especialista também fala que independentemente do tipo de luto, cada um tem sua singularidade. “São todos diferentes, mas nenhum mais ou menos importante que o outro. No luto a gente tem justamente a definição de rompimento de vínculo e essa questão de rompimento de vínculo com o animal pode ser tão forte quanto rompimento de vínculo com o ser humano”, explica.

O luto é para ser, se a gente for pensar na teoria, mais fácil para criança no sentido de que ela vai naturalizar mais a situação. Quando a perda envolve o animal de estimação dos pequenos, a psicóloga destaca que a reação das crianças vai depender muito da atitude dos adultos. “É importante esclarecer para a criança, mas de uma forma natural. Se for colocado como natural a criança tende a vivenciar de forma natural. Não que não sofra, não que não tenha saudade, mas não tem aquele peso todo que a sociedade traz do luto quando a gente perde quando adulto, então, a forma como o adulto vai colocar para a criança vai ser muito mais importante do que como seria a reação própria da criança”, orienta.

No vídeo, psicóloga do Grupo Vila, Mariana Simonetti fala mais sobre o processo de luto pela morte de um animal de estimação. Confira:


Confira o vídeo:


O que fazer quando seu pet morre?

Perder um animal de estimação é muito triste. Alguns morrem de velhice, outros morrem jovens, vítimas de viroses ou outras doenças. Além do choque da perda, o tutor se depara com uma questão: o que fazer com o animal após a sua morte?

O veterinário José Ricardo Carvalho orienta sobre qual a melhor forma de se despedir do bichinho de estimação. “Primeiro nunca abandonar o corpo do animal em um terreno baldio, até porque é uma questão de saúde pública. A partir do momento que você descarta o corpo do animal em um ambiente desses, há chance de ser contrair uma série de doenças naquele local”, destaca

Segundo ele, de uma forma geral o tutor tem três possibilidades sem ordem de importância, variando de acordo com o desejo do responsável pelo animal. A primeira é a opção de enterrar o bichinho em uma propriedade da família, reforçando que é preciso ter cuidado com esta opção, principalmente identificando o local onde foi sepultado o pet. A segunda é um cemitério público. Em São Gonçalo do Amarante existe o Repouso do Melhor Amigo. “O cemitério faz o recolhimento do corpo e o tutor pode acompanhar o procedimento. No local é dado todo o suporte”, diz José Ricardo. A última opção é a cremação, que pode ser individual ou coletiva. 

vilapet-h

Crematório Pet

Prestes a completar três anos no próximo mês de junho, o primeiro crematório de animais do Rio Grande do Norte pertencente ao Grupo Vila, que é referência no segmento de serviços funerários no Nordeste. A iniciativa vem se destacando ao reconhecer a importância de proporcionar uma despedida digna aos animais de estimação. Desde a fundação, já foram realizadas cerca de 1.473 cremações.

O espaço foi desenvolvido para disponibilizando um serviço completo, incluindo sala de velório especial para a família realizar a cerimônia antes da cremação. O forno, que possui tecnologia de ponta totalmente brasileira, inclui sistema inteligente de baixo consumo de gás, monitoramento contínuo dos gases e software exclusivo de gerenciamento da cremação.

A cremação pode ser feita individualmente ou de forma coletiva. Ao final, a família recebe um certificado ou uma urna com as cinzas do animal de estimação em até dez dias. Quando preferem, podem aspergir as cinzas no jardim do Parque da Passagem, em um local específico para esse fim. Para outras informações sobre o serviço, basta acessar o site do Vila Pet: https://www.vilapet.com.br/.

Tags: Animal Grupo Vila Luto Pets
A+ A-