Grafitagem imprime novo colorido na Escola M. Professora Palmira de Souza

Foram tematizadas questões indígenas, mulheres, comunidade LGBT e negros.

Da redação, Prefeitura do Natal,

Os muros da Escola Municipal Professora Palmira de Souza ganharam um colorido especial depois de uma ação de grafitagem realizada pelos alunos, e supervisionada pelos integrantes do projeto Mostra Sesc de Arte e Cultura, do Serviço Social do Comércio (Sesc) nos últimos dias. A unidade de ensino está localizada na zona norte de Natal.

De acordo com a gestora pedagógica, professora Luciana de Souza Barbosa, o projeto impacta positivamente no cotidiano escolar. “Eles se reconhecem como autores e isso é muito importante, para que eles se enxerguem como produtores de cultura e percebam a sua própria capacidade criativa. Além disso, possibilitou também o conhecimento da história étnica do povo potiguar trabalhada em sala de aula”. Ela também destacou a importância do conhecimento das origens e construção de uma identidade própria.

Durante toda a semana que antecedeu a grafitagem, os alunos trabalharam a cultura popular e de rua para que, posteriormente, produzissem os desenhos que foram reproduzidos nos muros.

Foram tematizadas questões indígenas, mulheres, comunidade LGBT e negros. Os alunos estabeleceram suas assinaturas de rua, popularmente conhecidas como tags e logo depois escolhem uma assinatura para ser usada em grupo e chamada de crew.

Emily Iasmin Lima da Silva, de 14 anos, é aluna do 7º ano do Ensino Fundamental e participou da ação. “Nós representamos a cultura potiguar nos desenhos, que na maioria das vezes se torna invisível, principalmente quando se trata dos índios e da cultura negra”.

A professora de Artes do Sesc, Consuelo Oleusnoc, foi uma das orientadoras dos estudantes na produção dos desenhos. Ela comenta a importância de praticar a arte e também de escolher temas de relevância para a sociedade. “Para você começar a praticar, antes é preciso ver a teoria. Começamos em sala, vendo a diferença das linguagens da rua, o stencil, o grafite, o pixo, o bomber para, a partir disso, irmos para a parede.

Como a escola me passou que estava trabalhando a cultura popular, da natividade e da identidade, eu trabalhei isso com os alunos. Normalmente, nós trabalhamos a cultura popular de uma forma um pouco romantizada, o que acaba encobrindo a verdadeira cultura popular, que é a cultura de rua e do povo. É muito importante que isso seja abordado para que os alunos se reconheçam como parte da nossa cultura”.

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