Direção do Walfredo nega que pacientes estejam no chão

O diretor, José Renato, afirma que pacientes no corredor do Centro Cirúrgico é um quadro comum nas segundas-feiras.

Maiara Felipe ,
O diretor do Hospital Walfredo Gurgel, José Renato, negou que tenham pacientes se recuperando das cirurgias no chão do hospital. "Realmente, hoje (26) estamos com 360 pacientes no hospital, mas não há ninguém no chão”.

O diretor disse que pacientes no corredor do Centro Cirúrgico é um quadro comum nas segundas-feiras. Devido ao final de semana, o número de procedimentos traumatológicos cresce. Segundo José Renato, são realizadas cerca de 20 cirurgias, mas só existem dez leitos no Centro de Recuperação de Operados (CRO).

“Esse problema não é por causa da crise. Ele já existia”, disse o médico, salientando que o hospital nunca funcionou conforme sua capacidade. As cirurgias relatadas pelo diretor são as de urgência ortopédica e neurológicas, realizadas apenas no Walfredo.

Ortopedia

José Renato disse que a fila de cirurgias eletivas ortopédicas não é exatamente aquilo que está se falando. No último dado da sexta-feira (23), estavam aguardando 261 pacientes. “Eles não estão aqui aguardando. Essa espera fica por conta da Unidade de Gerenciamento de Vagas (UGV)”, informa.

De acordo com o diretor, a UGV serve para direcionar os pacientes para os hospitais privados (Memorial, Itorn, Médico Cirúrgico) e o Walfredo. Em razão da interrupção dos serviços na rede particular, apenas a unidade pública está realizando as cirurgias. O hospital Deoclécio Marques, em Parnamirim, está sendo utilizado para a realização de cirurgias mais simples.
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