Crise na saúde em Natal tem novo capítulo

Prefeita Micarla de Sousa assinou neste fim de semana o contrato com as cooperativas médicas.

Gabriela Duarte
A crise da saúde teve mais um capítulo no último fim de semana quando a prefeita de Natal, Micarla de Sousa, assinou os contratos com as cooperativas médicas, antes de assinar o Termo de Ajustamento de Conduta com a justiça.

Em entrevista ao Jornal 96 na manhã desta segunda-feira (2), o secretário municipal de Saúde, Levi Jales, comentou a situação da saúde em Natal. “O encerramento do contrato com as cooperativas aconteceu em 31 de dezembro. No dia 1º de janeiro, a prefeita nos convidou para contribuir com a saúde. No mesmo dia já encontramos uma situação difícil, com pacientes precisando de atendimento urgente”, comenta.

A primeira medida foi encaminhar os pacientes para os hospitais particulares, mas sempre com a reclamação dos diretores dos hospitais alegando a falta de anestesistas. “Diante da situação, a prefeita colocou a proposta de o município assumir e controlar a situação. Mas o Ministério Público acha que não deve”, diz.

Para solucionar o problema, a comissão da saúde municipal reuniu-se na semana passada com o Ministro da Saúde, que declarou apoio total. “Até o Ministério Público já recomenda que se faça a contratação dessa cooperativa para dar assistência aos pacientes”, afirma o secretário.

Sobre o questionamento do Conselho Municipal de Saúde da assinatura de contrato com as cooperativas, o secretário alerta. “O próprio ministro falou: 'O SUS é a vida'. Quem achar que a decisão está errada, que não deve, processe a prefeitura. Temos que deixar de lado o ponto de vista partidário. Essa é hora de nos unirmos contra os nossos maiores inimigos que são as enfermidades, os mosquitos da dengue e as péssimas condições de trabalho”, declara.

Questionado sobre as ações da secretaria, Levi Jales é enfático. “A médio prazo, vamos adequar a rede básica da saúde para atendimento aos cidadãos, implantando UPAs, contratando profissionais e fazendo o trabalho que nem o estado, nem o município fazem há 20 anos pela saúde. Vamos fazer em pouco tempo o que não fizeram em muitos anos”.

Sobre o prazo de conclusão da crise na saúde, o secretário acredita que em pouco mais de um ano a situação estará controlada e que a longo prazo, a secretaria trabalha com projetos de construção de hospitais”, conclui.

Entrevista
Confira abaixo a entrevista completa concedida ao Jornal 96 desta segunda-feira (2)

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