Putin afirma que deseja se encontrar com Trump quando EUA estiverem prontos

Declarações foram dadas a repórteres em Qingdao, na China, durante cúpula da Organização de Cooperação de Xangai.

Da redação, Associated Press,
Jorge Silva/Reuters
Vladimir Putin e Donald Trump, em conversa no Vietnã durante reunião em novembro do ano passado. Russo ficará feliz de rever colega norte-americano.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse neste domingo (10) que ficará feliz de se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assim que o governo do país estiver pronto Putin recebeu bem o pedido de Trump para que Moscou volte a integrar o G-7. As declarações foram dadas a repórteres em Qingdao, na China, durante cúpula da Organização de Cooperação de Xangai.

A organização, fundada em 2001, se propõe a resolver questões fronteiriças, combater o terrorismo e limitar a influência norte-americana na Ásia Central, após a invasão do Afeganistão.

Putin comentou que algumas nações, como a Áustria, se ofereceram para sediar o encontro do presidente russo com Trump, caso ele venha a se concretizar. "O presidente dos EUA tem dito repetidas vezes que seria razoável realizar este encontro." "Assim que o lado norte-americano estiver pronto, a cúpula acontecerá, dependendo, claro, da minha agenda de trabalho", acrescentou.

O presidente da Rússia afirmou que compartilha da preocupação de Trump em relação a uma nova corrida por armas no mundo, que foi manifestada durante uma ligação telefônica entre os dois em março. "Concordo completamente com ele", falou, acrescentando que encontros pessoais e ações implementadas por especialistas serão necessárias para lidar com a questão.

As declarações de Putin ocorrem após reportes de que a Casa Branca estaria trabalhando para marcar um encontro entre os líderes dos dois países.

Aos jornalistas, Putin também elogiou a declaração de Trump durante encontro do G-7 de que a Rússia deveria ser convidada a voltar para o grupo, chamado de G-8 até a expulsão do país. Os russos deixaram de integrar o G-7 em 2014, após terem invadido e anexado a Crimeia, até então pertencente ao território ucraniano, e por seu apoio a grupos separatistas da Ucrânia favoráveis ao governo russo. No entanto, o primeiro ministro do Canadá, Justin Trudeau, respondeu a Trump que readmitir a Rússia no G-7 "não era algo que estaria sendo analisado neste momento, nem remotamente".

Mais cedo, Putin criticou os EUA por terem se retirado do acordo nuclear com o Irã. O presidente russo enfatizou que os membros do bloco asiático, incluindo a China, quatro ex nações soviéticas da Ásia Central, além de India e Paquistão, estão preocupadas sobre a postura adotada pelos norte-americanos.

Na coletiva de imprensa, Putin classificou como "conversa fiada" a crítica do G-7 à Rússia no comunicado divulgado ao fim da cúpula. Nele, os sete países pediam "à Rússia que cesse seu comportamento desestabilizador de sistemas democráticos, assim como seu apoio ao regime sírio." As nações declararam também que concordavam com a avaliação do Reino Unido sobre ser "muito provável" que a Rússia tenha sido responsável pelo envenenamento de ex espião russo Sergei Skripal e sua filha.

"Mais uma vez, nada de concreto foi dito", disse Putin em referência ao comunicado do G-7. "É hora de parar com essa conversa e lidar com problemas reais".

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