Presidente da UE considera “difícil de imaginar” acordo comercial após queimadas

Donald Tusk afirmou que governo brasileiro permite a destruição da Amazônia.

Da redação, Estadão Conteúdo,

O presidente da União Europeia, Donald Tusk, afirmou que é "difícil imaginar" um possível acordo de livre comércio entre o bloco europeu e o Mercosul após a postura do governo brasileiro frente aos incêndios florestais na Amazônia. A declaração foi dada durante a abertura do encontro do G-7 neste sábado (24) na França.

"É claro que apoiamos o acordo entre a UE e o Mercosul (...), mas é difícil imaginar um processo de ratificação enquanto o governo brasileiro permitir a destruição", afirmou Tusk. A urgência de ações contra as queimadas na Amazônia é um dos poucos pontos de consenso no encontro, que também deve discutir a guerra comercial entre China e Estados Unidos.

Apoio de Trump

Donald Trump chegou ao aeroporto de Bordeaux, no sudoeste da França, por volta das 12h17 no horário local (07h17 horário de Brasília). De lá, ele pegará outro voo para chegar a Biarritz, que sedia o encontro do G-7. Durante conversa por telefone na última sexta-feira, 23, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que espera contar com o apoio de Trump para que a questão da Amazônia não seja levantada durante o encontro.

Os possíveis desdobramentos da crise política internacional desencadeada pelas queimadas na Amazônia vêm preocupando Bolsonaro, que mudou o tom após de líderes em todo o mundo questionarem a ação do governo brasileiro. O presidente francês Emmanuel Macron disse no Twitter, na última quinta-feira (22), que "nossa casa está queimando". O texto, que acompanha uma foto da Amazônia em Chamas, convocou os membros do G-7 para discutir "essa emergência".

Em pronunciamento em cadeia de rádio e televisão nesta sexta-feira (23), o presidente afirmou que as queimadas que ocorrem na Amazônia não podem ser pretexto para sanções internacionais. O pronunciamento foi marcado por panelaços em várias cidades do país, como São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.

No final da tarde de sexta, Bolsonaro assinou um decreto permitindo a atuação do Exército para combater os incêndios florestais.

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