Premiê da Itália decretará estado de emergência em Veneza

Giuseppe Conte lembra que, além da maré alta, a passagem de cruzeiros também impacta a região.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Manuel Silvestri/Reuters
No dia 13 de novembro foi registrada a pior inundação em Veneza desde 1966, com 80% da cidade sendo prejudicada.

O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, anunciou que o Conselho de Ministros do país aprovará nesta quinta-feira (14), estado de emergência em Veneza, assim como as primeiras medidas de ajuda para os moradores, empresários e comerciantes da região que sofrem com os alagamentos causados pela alta da maré.

O chefe de governo, que chegou na quarta na cidade, anunciou também que no dia 26 convocará um comitê interministerial, com a presença de autoridades locais, para discutir os "problemas estruturais de Veneza".

Conte lembrou que não apenas a maré alta impacta a região, mas também a passagem de grandes cruzeiros.

O premiê explicou que está sendo estudada uma primeira fase de auxílios, com indenização inicial de € 5 mil (R$ 23 mil) aos moradores e até € 20 mil (R$ 92 mil) para quem tem alguma atividade comercial.

Além disso, o primeiro-ministro garantiu que os que tiveram "prejuízos mais consistentes", terão situação analisada por técnicos, para que seja pago o ressarcimento correto.

Conter a maré alta

Conte ainda confirmou que, em breve, será anunciado o nome do comissário para a finalização da Mose, a gigantesca obra de engenharia que visa impedir os efeitos da maré alta em Veneza, que está com a construção atrasada e cercada de polêmicas e acusações de corrupção.

Na quarta-feira foi registrada a pior inundação em Veneza desde 1966, com 80% da cidade sendo prejudicada e registro de água de 1,87 metro de altura.

O Centro de Marés da cidade aponta que está mantido o alerta de altas para toda a semana. A expectativa para sexta é de um pico de 1,45 metro.

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