Polícia australiana considera ataque de Melbourne ato de "terrorismo"

Agressor morreu meia hora depois de chegar ao hospital, após ser atingido por um disparo no peito.

Da redação, Agência Brasil,
James Ross/EFE
Polícia de Victoria evitou dar detalhes sobre a identidade do agressor e os motivos do ataque em Melbourne.

A polícia australiana considera o ataque cometido nesta sexta-feira (9) por um homem que esfaqueou um transeunte, que morreu, e feriu outros dois em uma movimentada rua de Melbourne um ato de terrorismo, pois o autor era conhecido pela Agência de Inteligência.

O chefe da polícia de Victoria, Graham Ashton, confirmou em entrevista coletiva que o agressor morreu meia hora depois de chegar ao hospital, para onde foi levado após ser atingido por um disparo no peito feito por um dos agentes que tentavam detê-lo.

Ashton evitou dar detalhes sobre a identidade do agressor e os motivos do ataque, mas afirmou que o homem, da mesma forma que vários parentes, era conhecido pela polícia e pela Agência de Inteligência. "Pelo o que sabemos até agora deste indivíduo, estamos tratando isto como um ato de terrorismo", disse.

O ataque aconteceu às 16h20 local (4h20, em Brasília) na rua Bourke, quando o agressor bateu com o carro na entrada de um shopping e saiu do veículo em chamas com uma faca, com a qual agrediu vários transeuntes. Uma vítima morreu no local.

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A polícia encontrou vários "cilindros de gás para grelha ou grade de assar carne" dentro do veículo, explicou Ashton, que desmentiu que o agressor, um homem alto vestido com calças brancas e túnica preta, tenha gritado "Allahu Akhbar" (Alá é grande).

O responsável policial disse que as três vítimas do ataque eram homens e que os dois feridos seguem no hospital.

EI assume autoria

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) assumiu a autoria do ataque, segundo informa a agência Amaq, alinhada com os jihadistas.

"O autor do esfaqueamento em Melbourne, no sudeste da Austrália, é um dos combatentes do Estado Islâmico", disse uma fonte de segurança à Amaq, segundo um breve comunicado da agência divulgado no Telegram e cuja autenticidade não pôde ser comprovada.

Trata-se de "uma resposta por atacar os cidadãos da coalizão", acrescenta a nota, ao fazer referência à aliança internacional que luta contra os jihadistas na Síria e no Iraque, liderada pelos Estados Unidos e da qual a Austrália faz parte.

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