Natal pode ter surto de dengue antecipado

Criado para combater a doença, projeto vai atuar na prevenção e na orientação ao atendimento nos postos de saúde e hospitais.

Marília Rocha ,

Natal pode ter surto de dengue antecipado com as chuvas que caem em janeiro. O motivo é o trabalho não feito pelos agentes de saúde, que paralisaram o trabalho de combate ao mosquito durante os 50 dias de greve no ano passado.

A informação é do infectologista Luiz Alberto Marinho, que assumiu a assessoria técnica e cientifica do projeto de combate a dengue em Natal. Sobre o surto de dengue desse ano, o infectologista afirma que não é possível prever se acontecerá um aumento ou diminuição no número de casos de dengue em Natal, mas lembra que a interrupção do ciclo de combate a dengue ano passado, pode ter deixado reflexos.

Em 2008, os agentes de saúde ficaram 50 dias paralisados e não houve visitas nas casas. “O trabalho mais importante no combate a dengue, que é o trabalho preventivo de combate as larvas do mosquito foi interrompido por muito tempo, podendo ter um resultado negativo para o surto desse ano”, conclui Luiz Alberto.

Ele afirma que na situação atual de Natal, o surto de dengue é previsto, mas não tem como datar os meses que a doença se apresentará. Os meses previstos são abril e maio, mas que se a incidência das chuvas de janeiro aumentar, o surto pode ser antecipado.

Projeto de combate à dengue
A rede municipal de saúde em Natal recebe nos próximos dias, um projeto de reforço no combate a doenças, principalmente a dengue. O projeto consta de assessoria técnica cientifica no trabalho de prevenção, combate e orientação aos casos de dengue no município.

O infectologista Luiz Alberto Marinho está à frente do projeto que está dividido em duas partes. A primeira, se refere a minimização do surto, com objetivo de tornar o número de casos o menor possível e a segunda fase do projeto, é a orientação dos serviços de saúde.

“Vamos estimular, capacitar, revisar e atualizar o conhecimento dos agentes de saúde em todas as regiões de Natal”, afirma o médico. Além deles, os profissionais dos postos de saúde e dos Programas de Saúde da Família – PSF terão atenção nos cuidados aos pacientes.

Segundo Luiz Alberto, o trabalho funcionará como um mutirão da saúde com o maior número de profissionais envolvidos. Para isso, ele alerta que o trabalho dos agentes de saúde tem que ser valorizado e reconhecido pelo setor. “Não podemos ter instabilidade nos empregos, nem rotatividade dos profissionais treinados para que o trabalho tenha sucesso”, afirma.

O projeto espera ter apoio do governo federal, com distribuição do larvicida para matar os ovos do mosquito e do governo estadual, com a integração com os municípios da região metropolitana.

Perguntado sobre a quantidade de profissionais, o médico diz ter conhecimento que o número é suficiente e está dentro das normas da saúde pública.

A primeira parte do projeto, que diz respeito a minimização do surto com combate a larva,  já está sendo aplicado em toda Natal com as visitas dos agentes de saúde.

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