Pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos atingem maior nível da história

Número é mais de quatro vezes maior que o recorde anterior, de 695 mil, em outubro de 1982.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Jenna Schoenefeld/The New York Times
Pessoas esperam em fila do lado de fora do Centro Comunitário de Emprego de Pasadena, na Califórnia.

Em meio à pandemia de coronavírus, o número de pessoas nos Estados Unidos que solicitaram auxílio-desemprego pela primeira vez disparou mais de três milhões na semana encerrada em 21 de março e atingiu 3,283 milhões. O número é mais de quatro vezes maior que o recorde anterior, de 695 mil, em outubro de 1982.

O resultado foi pior que o esperado por analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam alta a 1,5 milhão, mas inferior a outras projeções do mercado. O dado da semana anterior foi revisado para cima, de 281 mil para 282 mil.

A média móvel das últimas quatro semanas, que tem objetivo de atenuar a volatilidade do indicador, saltou de 232,5 mil para 998.250, aumento de 765.232. Já os pedidos continuados de seguro-desemprego, referentes à semana encerrada em 14 de março, subiram 101 mil a 1,803 milhão. Trata-se do maior nível desse dado desde abril de 2018.
PIB dos EUA cresce no último trimestre de 2019

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu à taxa anualizada de 2,1% no quarto trimestre de 2019, de acordo com a terceira e última leitura do indicador, divulgada nesta quinta pelo Departamento do Comércio americano. O resultado confirmou as duas estimativas anteriores e também veio em linha com a previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal.

Apenas os gastos com consumo, que representam cerca de 70% do PIB americano, tiveram expansão anualizada de 1,8% entre outubro e dezembro, apresentando forte desaceleração ante os dois trimestres anteriores. O dado, no entanto, foi ligeiramente revisado para cima em relação à segunda estimativa, de alta de 1,7%.

O Departamento do Comércio informou também que o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) avançou à taxa anualizada de 1,4% no quarto trimestre. Já o núcleo do PCE, que desconsidera preços de alimentos e energia, subiu 1,3% no mesmo período.

Os números do PCE foram revisados para cima. Há um mês, as estimativas eram de alta de 1,3% do PCE e de ganho de 1,2% do núcleo do PCE.

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