Problemas afetam funcionamento do Parque da Cidade

Vazamentos, elevadores interditados e instalações elétricas precárias são alguns dos problemas.

Artur Dantas,
Fotos: Artur Dantas
Vazamentos, problemas com ar condicionado, elevadores interditados e problemas nas instalações elétricas. Esse é a situação do Parque da Cidade, obra inaugurada em 21 de junho de 2008, e importante por abrigar os maiores e mais importantes mananciais aquíferos de Natal.

Os problemas foram constatados pela equipe do Nominuto.com nesta segunda-feira (26), cinco dias após a coletiva de imprensa realizada pelo secretário de meio ambiente e urbanismo, Kalazans Bezerra, na qual foram reveladas irregularidades no Parque da Cidade. Na ocasião, o secretário revelou que é necessário R$ 1.949 milhão para a conclusão da obra.

Na listagem dos problemas expostos pela administração, estão ainda a ausência de tomadas na biblioteca e irregularidades na fiação elétrica. A estrutura de iluminação do auditório é prejudicada em virtude da falta de lâmpadas específicas. Além disso, a dos equipamentos está exposta, pondo em risco o trânsito no local. Próximo à sala de eventos também foram constatadas manchas no teto, explicadas pelo vazamento em decorrência das últimas chuvas.

Na área externa do prédio, os problemas continuam. No pátio que comporta a torre, poças de água se acumulam no período chuvoso por causa do desnivelamento do terreno. Também por motivo de terreno irregular, o replantio da mata nativa foi prejudicado pela falta de cobertura das caixas força, que não ganharam a estrutura prevista na planta. Uma grande erosão, explicada pela falta de uma calha de drenagem, põe em risco a caixa de distribuição de energia de todo o Parque.

Na parte anterior à administração, pode ser visto ainda um canteiro de obras, evidenciando a natureza inacabada do equipamento público. Ainda na parte externa, o cercamento não foi totalmente acabado, possibilitando a entrada de pessoas mesmo após o encerramento do expediente.


Os problemas continuam por todo o Parque, em especial no setor que fica voltado à Cidade Nova. Ainda notam-se restos não-finalizados na obra, como o piso da área que dá acesso ao interior. Ainda no local, foi verificada a invasão de casas no terreno que delimita a área legal do Parque, que chega a 64 hectares.

A trilha para circulação de automóveis está concluída, em contrapartida, a de pedestres ainda necessita de acabamento em alguns pontos, sob pena de desabar em caso de chuvas mais fortes. Para preservar o Parque, a polícia ambiental faz a ronda da obra utilizando quatro quadriciculos.
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