Vendas de flores nas floriculturas estão baixas

Concorrência dos ambulantes é a maior reclamação dos proprietários de floriculturas

Zenaide Castro,
Thyago Macedo
O Dia de Finados parece não trazer muitas boas perspectivas para o comércio de flores, pelo menos para alguns comerciantes. Até o final da manhã de hoje (1) uma floricultura localizada na avenida Alexandrino de Alencar permanecia sem movimento. 

“Estamos esperando que melhore no período da tarde”, disse a vendedora Marinalva Patrícia, acrescentando que a maioria das pessoas deixa para comprar as flores na hora de ir ao cemitério, o que, geralmente ocorre no final da tarde, quando o sol está menos forte. 

As preferidas para serem colocadas nos túmulos dos finados são as flores do campo em vasos e os ramalhetes de rosas. Misael Andrade, que trabalha em uma floricultura no conjunto Panatis, zona norte da cidade, ao contrário de Marinalva, já comemora as boas vendas neste feriado de finados. Normalmente as vendas de flores têm crescimento de 50 a 60% e neste domingo (02) ele abrirá o comércio no horário das 8h até o final da tarde, o que deverá ocorrer na maioria das floriculturas. 

No Alecrim, Socorro Vila, proprietária de uma das floriculturas mais procuradas do bairro, diz que atualmente a concorrência dos vendedores ambulantes nas portas dos cemitérios é grande, o que vem fazendo diminuir as vendas nas floriculturas. 

“Muitas pessoas estão preferindo comprar nos ambulantes, até pela praticidade da localização”, destaca. No período da manhã a procura maior é pelas flores artificiais, geralmente pelas pessoas que viajam para o interior do estado. Ela avalia que o movimento este ano deverá ser igual ao dos anos anteriores, que em torno dos 30%.
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