Nova prefeita vai tentar negociar dívida de R$ 1,5 milhão da Semov com a Cosern

Atual secretário de Obras, Damião Pita, disse que não foram liberados recursos específicos para o pagamento das contas de energia por quase um ano.

Júlio Pinheiro,
Gabriela Duarte
Damião Pita: energia da Semov cortada desde terça-feira (30).
A equipe da prefeita eleita Micarla de Sousa (PV) continua disparando contra a atual administração de Natal. Dessa vez, o alvo é o corte da energia da secretaria municipal de Obras e Viação (Semov), efetuado na terça-feira (30). De acordo com auxiliares da futura administração da cidade, a dívida da pasta com a Cosern é de R$ 1.530.000,00, até novembro deste ano.

O futuro secretário de Planejamento de Natal, Augusto Carlos Viveiros, informa que apenas no dia 2 de janeiro de 2009 é que a nova gestão poderá ter a idéia real dos problemas da Prefeitura, quando vai realizar um levantamento sobre todas as dívidas do município. “Agora, sei que as dívidas são muitas. Mas após o levantamento vamos querer saber até os centavos que a Prefeitura deve”, disse.

Contudo, o débito da Semov é considerado o problema mais grave no que diz respeito às dívidas da Prefeitura. “Sabemos que vários fornecedores estão sem receber, como também o pessoal das agências de publicidade. Mas a maior gravidade é a conta de R$ 1,5 milhão da Semov com a Cosern, que temos que renegociar o mais rápido possível”, explicou.

A preocupação com a falta de pagamento por parte da secretaria se deve ao desligamento, também, da energia das lagoas de captação. No entendimento de Viveiros, a atitude da Prefeitura foi de irresponsabilidade, pois a cidade não teria como suportar uma grande chuva. “A sorte é que nessa época do ano não chove tanto. A situação do município é de muita dificuldade”.

Segundo o atual secretário da Semov, Damião Pita, os cortes de energia foram efetuados na sede da secretaria, usina de asfalto e do depósito de material. Porém, não nega que a energia das lagoas de captação também tenha sido cortada. “Não tenho a confirmação”, disse.

O motivo para o acúmulo das dívidas por quase um ano, ainda de acordo com Damião Pita, foi a falta de recursos para este fim. “A Semov, assim como a maior parte das secretarias, não tem recursos próprios. Neste ano houve problema na liberação de recursos específicos para o pagamento da energia e, infelizmente, ela foi cortada”, resumiu o ainda secretário de Obras e Viação.

Damião Pita também afirmou que a Prefeitura, através da secretaria de Planejamento, tentava negociar a dívida. “Mas não deve ter dado certo, já que cortaram”, concluiu.
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