Promotor mossoroense cobra coronel PM ou delegado de Polícia Civil na Sesed

Tese é de Armando Lúcio Ribeiro, que desde 1992 atua na promotoria criminal de Mossoró. “Caso contrário, sempre haverá boicote”.

Fred Carvalho,
Fred Carvalho
Armando Lúcio cobra perfil de secretário de Segurança
“O secretário de Segurança Pública e Defesa Social deve ser, sempre, ou um coronel da Polícia Militar ou um delegado de carreira da Polícia Civil”. A opinião é do promotor Armando Lúcio Ribeiro, que desde 1992 atua na 1ª vara criminal de Mossoró.

Para o representante do Ministério Público, caso não haja essa indicações, “sempre haverá boicote dentro das próprias polícias”. O último secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Norte que se encaixa na tese defendida por Armando Lúcio foi o coronel da Polícia Militar Josemar Tavares, que deixou o cargo em 2000.

Depois dele passaram pela pasta o promotor público Anísio Marinho Neto, o então advogado e atual desembargador Cláudio Santos, o promotor público Glauberto Bezerra e o advogado Carlos Castim. O atual secretário de Segurança Pública e Defesa Social é o delegado federal Agripino de Oliveira Neto.

“Falo isso baseado nesses anos todos de experiência que adquiri atuando em varas criminais daqui de Mossoró. O próprio agente de Polícia Civil ou o praça da Polícia Militar se sente melhor quando quem está no comando da Secretaria é um coronel ou um delegado civil. Isso porque ele sabe que vai lidar direto com uma pessoa que conhece das estruturas, das dificuldades, do que dispõe na Secretaria”, defendeu Armando Lúcio.

O promotor citou como exemplo para reforçar a tese o fato de alguns desses gestores terem feito promessas para melhorar a segurança pública de Mossoró e elas não terem sido cumpridas.

“São muitos exemplos disso. O último deles foi com o ex-secretário Carlos Castim. Em uma audiência aqui em Mossoró, foi reivindicada a criação de mais uma delegacia distrital e de uma Delegacia Especializada de Homicídios em nossa cidade. Ele se comprometeu conosco, mas o doutor Castim saiu da Secretaria sem cumprir a promessa. Agora não sabemos mais quando essas delegacias virão para cá”, completou.

Armando Lúcio Ribeiro citou como um dos principais problemas da segurança pública mossoroense a falta de efetivo suficiente para suprir a demanda na cidade. “Por incrível que pareça, o efetivo da Polícia Civil aqui em Mossoró é menor que o que existia em 1992, quando cheguei aqui. O mesmo problema ocorre na Polícia Militar”.

Concurso
Armando Lúcio também criticou o edital do próximo concurso da Polícia Civil, que está com inscrições abertas e deve ter provas em fevereiro.

“Esse concurso era para ser regionalizado, ou seja, o candidato deveria realizar a prova na cidade em que iria trabalhar. O Governo da Paraíba fez o seu concurso para a Polícia Civil assim. Como aqui é diferente, pode ter certeza que dentro e poucos meses o candidato que passou for designado para trabalhar no interior vai começar a pedir para retornar a Natal. E esse problema da falta de efetivo no interior vai se perpetuar”.
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