Nobel de Economia sai para dois americanos

Prêmio foi outorgado 49 vezes pela Academia Real das Ciências da Suécia para 79 pessoa.

Da redação, Agência Brasil,
EFE/Henrik Montgomery
William Nordhaus e Paul Romer analisaram métodos para favorecer o crescimento sustentável e a relação entre a economia e o clima.

Os americanos William D. Nordhaus e Paul M. Romer ganharam hoje (8) o Prêmio Nobel de Economia.

Eles abordaram métodos para favorecer o crescimento sustentável e a relação entre a economia e o clima, informou,  em Copenhague, a Real Academia de Ciências Sueca.

Os dois "desenvolveram métodos que abordam alguns dos assuntos mais fundamentais e urgentes de nosso tempo: o crescimento sustentável em longo prazo na economia global e o bem-estar da população".

De acordo com a Academia Sueca, Nordhaus mostra em suas pesquisas como a atividade econômica interage com a química e a física básica para causar a mudança climática.

Nordhaus foi "a primeira pessoa que criou um modelo quantitativo que descreve a interação entre a economia e o clima", acrescentou a Academia.

Além disso, os trabalhos de Nordhaus evidenciam que a maneira mais eficaz de combater as consequências dos problemas causados pela mudança climática "é um plano global de impostos sobre o carbono em todos os países", acrescentou a Academia.

Quanto a Romer, suas pesquisas mostram que "a acumulação de ideias sustenta o crescimento econômico a longo prazo. Demonstrou como as forças econômicas estão por trás da vontade das empresas para gerar novas ideias e inovações".

Teoria do crescimento endógeno

A Academia também destacou que Romer construiu as bases do que se conhece como "a teoria do crescimento endógeno", que "gerou grande quantidade de novas pesquisas em regulamentações e políticas que fomentam ideias novas e a prosperidade em longo prazo".

O Nobel de Economia, cujo nome oficial é Prêmio de Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel, é o único dos seis prêmios que não foi criado pelo magnata sueco, mas foi adotado em 1968 a partir de uma doação à Fundação Nobel do Banco Nacional da Suécia por ocasião de seu 300º aniversário.

O prêmio foi outorgado 49 vezes pela Academia Real das Ciências da Suécia para 79 pessoas, mas apenas uma mulher foi agraciada, a americana Elinor Ostrom, que dividiu o Nobel em 2009 com Oliver Williamson por sua análise sobre política econômica das propriedades comuns.

Os dois ganhadores dividirão as 9 milhões de coroas suecas (970 mil euros) que são concedidas este ano a cada um dos nobéis, que serão entregues em 10 de dezembro em uma cerimônia dupla em Oslo (Noruega), para o da Paz, e Estocolmo, para o restante.

O prêmio de Medicina abriu na segunda-feira passada a rodada de anúncios da edição dos prestigiados prêmios, seguido pelos de Física, Química e da Paz, na sexta-feira.

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