Crise na saúde do RN é destaque em jornais nacionais

Segundo UOL, falta de médicos nos hospitais da rede pública em Natal e em três particulares conveniados ao SUS já adiou a realização de cerca de 2 mil cirurgias.

Redação,
Desde a semana passada a crise na saúde do Rio Grande do Norte vem sendo destaque nos jornais de circulação nacional. Primeiro foi o Jornal Nacional, da Rede Globo, que destacou a situação de calamidade pública nas unidades de saúde do estado. Nesta segunda-feira (26), o portal de notícias UOL também trouxe o assunto à tona.

Segundo o UOL, a falta de médicos, principalmente de anestesiologistas nos hospitais da rede pública em Natal e em três particulares conveniados pelo Sistema Único de Saúde, já adiou a realização de cerca de 2.000 cirurgias desde o dia 1º de janeiro. As informações são das secretarias de Saúde do Município de Natal e do Rio Grande do Norte.

A crise na saúde em Natal começou quando o governo do Estado, seguindo orientação da Procuradoria Geral de Justiça do Rio do Norte, não renovou os contratos das cooperativas médicas que atendiam a rede hospitalar do Estado e hospitais privados de Natal conveniados. Para a Procuradoria, os contratos são ilegais porque governo do Estado e Prefeitura, em vez de terceirizar o trabalho médico, deveriam contratar profissionais próprios, por meio de concursos públicos.

No final de dezembro, o governo do RN decretou estado de calamidade na Saúde. A Prefeitura de Natal fez o mesmo no dia 5 de janeiro.

Depois de quase um mês sem atendimento dos médicos das cooperativas, com o agravamento da crise e o registro da uma morte de um bebê, o Procurador Geral do Estado, José Augusto de Souza Peres, está propondo uma solução provisória: um contrato emergencial de 90 dias com as cooperativas para minimizar o problema.

Ao mesmo tempo, o Ministério Público estadual ingressou com um pedido de antecipação de tutela no processo que já tramita na Justiça. As promotoras Iara Pinheiro e Elaine Cardoso, responsáveis pela fiscalização da área da saúde de Natal, pretendem, com o pedido, obrigar os diretores dos hospitais privado Itorn, Médico Cirúrgico e Memorial, que têm convênio com a Prefeitura de Natal, a viabilizarem as cirurgias nos pacientes internados em regime de urgência.

Segundo as promotoras, os diretores alegam que não conseguem contratar os anestesiologistas para realizarem as cirurgias. "A situação na Saúde está realmente complicada, com prejuízo para a população.

Segundo a promotora, dois hospitais privados (Natal Center e do Coração), que foram contratados emergencialmente para fazer cirurgias ortopédicas e cardíacas, não puderam atender aos pacientes porque está havendo um "boicote claro dos médicos anestesiologistas". A promotora Iara afirma que os anestesistas estão se recusando a operar pacientes do SUS.





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