Maduro diz que sanções dos EUA são "dementes" e encurralam empresários

Ditador da Venezuela disse que o país não irá se render, apesar das dificuldades.

Da redação, Agência Brasil,
Miguel Gutiérrez/EFE

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, chamou nessa sexta-feira (2) como "dementes, loucas e esquizofrênicas" as sanções dos Estados Unidos (EUA) contra o seu país e afirmou que elas prejudicam o setor privado e "encurralam" os empresários.

"Se alguém está sendo prejudicado pelas sanções criminosas e loucas que, de vez em quando, o governo dos Estados Unidos toma contra a Venezuela, é o  setor privados, são os empresários", disse Maduro em rede obrigatória de rádio e televisão.

O presidente venezuelano acrescentou que essas decisões do governo americano afetam o povo da Venezuela, porque quando o Estado vai pagar os remédios e alimentos de que o país necessita, não pode fazê-lo por essa perseguição "criminosa".

"Temos que inventar mil atalhos para pagar e trazer o remédio, mas às vezes demora mais que o normal e temos que comprá-lo mais caro, pois, se um remédio te custa US$ 1, com esses atalhos, acaba pagando US$ 5", afirmou.

Além disso, ele voltou a responsabilizar o deputado opositor Julio Borges, exilado na Colômbia, e os "vende-pátria"" pelas decisões que os EUA tomam contra a Venezuela.

O presidente venezuelano comentou, além disso, que talvez o governo de Donald Trump "torne a situação um pouquinho mais difícil", mas garantiu que a Venezuela não vai se render.

O pronunciamento de Maduro ocorre um dia depois que o governo Trump anunciou sanções sobre as transações "ilícitas" do governo da Venezuela, relacionadas com o setor do ouro.

Trump estabeleceu sanções ainda à principal empresa estatal, Petróleos da Venezuela (PDVSA) e a vários altos funcionários do governo de Maduro.

Tags: Crise na Venezuela Nicolás Maduro Socialismo
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