Empresas se comprometem a não promover demissões nos próximos quatro meses

Essa é um dos compromissos do Pacto Anti-Crise que será firmado nesta quinta-feira (4).

Redação,
O Governo do Estado e as principais entidades representativas dos segmentos econômicos do Rio Grande do Norte assinam nesta quinta-feira (4), às 11h, na Secretaria de Planejamento (Seplan), o Pacto Anti-Crise, em que os empresários se comprometem em não promover demissões pelos menos nos próximos quatro meses, como forma de garantir a estabilidade dos trabalhadores potiguares e contribuir para o crescimento da economia local.

Na ocasião, a governadora Wilma de Faria vai instalar o Comitê Anti-Crise e anunciar um novo pacote de medidas para minimizar os impactos da crise financeira internacional na economia do Estado.

O Comitê Anti-Crise será formado por representantes do Governo do Estado, das Federações das Indústrias (Fiern) e do Comércio (Fecomercio), da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), dos bancos do Brasil, do Nordeste e Caixa Econômica Federal, Sebrae e empresas de comunicação.

A implantação do Comitê foi uma das determinações da governadora Wilma de Faria como forma de unir esforços do poder público e da iniciativa privada, para impedir que a crise econômica internacional avance sobre a economia do Rio Grande do Norte.

“Este Comitê deve se reunir sistematicamente para avaliar cenários e manter um permanente elo de ligação entre o governo e o setor privado, para que juntos possamos avaliar o impacto das medidas já adotadas e estudar a adoção de novas medidas de prevenção contra os efeitos danosos da crise mundial, especialmente no que se refere à manutenção dos empregos”, explica o secretário estadual de Planejamento e Finanças, Vagner Araújo, que será um dos articuladores do governo no Comitê.

Durante a implantação do Comitê, a governadora irá anunciar mais uma série de medidas anti-crise, como a abertura de 1.000 novas vagas para o programa Primeira Chance (que oferece a oportunidade do primeiro emprego para jovens sem experiência em carteira de trabalho), a concessão de incentivos fiscais para 16 indústrias, através do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial, e a assinatura de decreto de flexibilização do pagamento de ICMS.

Em outubro, Wilma de Faria já havia anunciado um pacote de vinte medidas de prevenção aos efeitos da crise internacional. Medidas como o aumento do teto de faturamento das micro e pequenas empresas, de R$ 1,2 milhão para R$ 1,8 milhão, permitindo que 98% dos estabelecimentos comerciais do Estado possam se enquadrar na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa e usufruam de redução da carga tributária. Ela também determinou a redução dos gastos públicos e autorizou a liberação de R$ 10 milhões para divulgação e promoção turística do Estado, aproveitando a alta do dólar para atrair turistas estrangeiros e nacionais.

* Fonte: Assecom.
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