Farc seqüestram seis turistas na Colômbia

O grupo foi seqüestrado dias depois de Clara Rojas, ex-candidata à vice-presidência da Colômbia, ter sido libertada pelas Farc depois de quase cinco anos em cativeiro.

BBC B rasil,
BBC Brasil
Rebeldes colombianos libertaram dois reféns na semana passada.
O grupo guerrilheiro Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) seqüestrou seis turistas colombianos no último fim de semana, segundo comunicado da Marinha da Colômbia divulgado pela imprensa do país nesta segunda-feira (14).

Segundo o comunicado, 19 turistas faziam parte de um grupo que estava no local conhecido como Morromico, no Departamento (Estado) de Chocó, no oeste da Colômbia, onde teriam chegado de lancha.

Ainda de acordo com a marinha colombiana, os rebeldes teriam tirado os pertences dos turistas e levado dois professores, uma bióloga, um universitário e dois comerciantes – todos colombianos.

O telejornal Notícias Uno informou que o comandante da Marinha, almirante Mauricio Soto, determinou o resgate dos seqüestrados numa operação que inclui dois aviões.

Libertação de reféns

O grupo foi seqüestrado dias depois de Clara Rojas, ex-candidata à vice-presidência da Colômbia, ter sido libertada pelas Farc depois de quase cinco anos em cativeiro.

Clara teve um filho na selva, fruto de uma relação com um guerrilheiro do grupo, e neste domingo voltou a se reunir com o menino, Emmanuel, que já tem quase quatro anos.

Com Clara também foi liberada a ex-congressista Consuelo González, cujo marido morreu, em Bogotá, durante seus dias de cativeiro na selva colombiana.

Clara e Consuelo formavam parte de um grupo de reféns que as Farc cogitam trocar por guerrilheiros e simpatizantes do grupo rebelde que foram presos pelas autoridades do país.

Este grupo especial é formado por pelo menos outras 40 pessoas, incluindo a ex-candidata à Presidência Ingrid Betancourt, companheira de chapa de Rojas.

Mas, segundo o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, cerca de 750 reféns estariam hoje em poder das Farc.

Consuelo González contou em entrevistas no fim de semana que alguns reféns estão há dez anos no cativeiro e estão vivendo com correntes amarradas no pescoço. É o caso de prisioneiros que eram policiais e militares.

Nesta segunda-feira, a imprensa colombiana destaca ainda que políticos americanos do Partido Democrata querem abrir diálogo com as Farc para tentar liberar três compatriotas que estão com os rebeldes.
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