STJD não aliviou mulheres em 2008

Durante a Copa do Brasil feminina, duas equipes foram eliminadas devido a punições no STJD.

Redação, Justiça Desportiva,
O futebol feminino teve destaque em 2008, sobretudo durante a disputa da Copa do Brasil. Isso porque, além do bom nível técnico mostrado por muitas equipes em campo, a modalidade também marcou presença no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Nesse quesito, o que chamou a atenção foi a eliminação de dois clubes, Corinthians e Nilton Lins/AM, por conta de escalações irregulares.

O Timão, que havia conseguido livrar de gancho o treinador Ademar Fonseca, logo que passou às quartas-de-final acabou tendo que deixar a competição antes de realizar a partida seguinte.

Absolvido em primeira instância pela escalação irregular da jogadora Nildinha, em partida da segunda fase, o clube acabou punido no artigo 214 (Incluir na equipe ou fazer constar da súmula ou documento equivalente, atleta que não tenha condição legal de participar de partida) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) pelo Pleno do STJD, após o pedido de sobrestamento do processo por parte da Procuradoria. Com o resultado do julgamento, o SAAD/SP seguiu na disputa no lugar do Corinthians.

Pouco depois foi a vez do Nilton Lins/AM amargar a eliminação precoce no torneio. Classificada para as semifinais, a agremiação foi punida pela Primeira Comissão Disciplinar no início de dezembro, também no artigo 214 do CBJD.

A equipe ainda foi multada em R$ 500, tudo por conta da escalação irregular da atleta Vanda, em jogo das quartas-de-final, contra o Boa Vontade/MA.

Mas Corinthians e Nilton Lins não foram as únicas equipes a sofrer com as punições do STJD em 2008.

Devido a uma confusão em outro duelo entre Nilton Lins/AM e Boa Vontade/MA, o time maranhense perdeu duas jogadoras, Nilma e Sandra, além do massagista Raimundo Soares, suspensos por 120 dias.

O integrante da comissão técnica e as jogadoras Nilma e Edilene, esta absolvida, responderam ao artigo 274 (Invadir local destinado à equipe de arbitragem, ou à partida, prova ou equivalente, durante sua realização, inclusive no intervalo regulamentar ou nele ingressar sem a necessária autorização) do CBJD, que prevê suspensão de 120 a 720 dias.

Nilma também foi denunciada nos artigos 252 (Ofender moralmente o árbitro, seus auxiliares ou qualquer outro participante do evento desportivo - que tem como pena de duas a seis partidas de suspensão) e 253 (Praticar agressão física contra o árbitro ou seus auxiliares, ou contra qualquer outro participante do evento desportivo), ambos do CBJD.

Sandra, que agrediu a árbitra, também foi denunciada no artigo 253 do CBJD, no qual a pena prevista é de 120 a 540 dias de suspensão.

No mesmo julgamento o clube conseguiu a absolvição no artigo 213 (Deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto), mas ainda teve suspensa por um jogo a atleta Simone, incursa no artigo 254 (Praticar jogada violenta), expulsa na derrota para o Nilton Lins/AM, por 2 a 1, no dia 18 de novembro.

Pouco antes dessa sessão, no dia primeiro de dezembro, outra jogadora do Boa Vontade, Cenilde, havia sido punida com suspensão de uma partida, por ato desleal.

Outro que teve a lamentar, porém em escala bem menor, foi o Rio Norte/AP, que já tem um desfalque para o torneio do próximo ano. A jogadora Gisela foi punida com uma partida em decisão da Primeira Comissão Disciplinar.

A atleta havia sido expulsa em jogo contra o Sacramenta/PA. Pela mesma partida, o clube foi condenado a pagar multa de R$ 420 por atraso de 42 minutos.

Representante do Piauí, o Tiradentes viu punida por uma partida a jogadora Débora, expulsa no primeiro jogo da equipe na Copa do Brasil, diante do Caucaia/CE, no dia primeiro de novembro.

Houve também quem passou ileso após julgamento no Tribunal. Sílvia Conrado, do Crespom/DF, a primeira a ser denunciada durante a Copa do Brasil, foi absolvida pela Quarta Comissão Disciplinar depois de responder ao artigo 255 (Praticar ato de hostilidade contra adversário ou companheiro de equipe) do CBJD.

Já a jogadora Josi, do Parnamirim/RN, expulsa na última partida da equipe na competição, conseguiu a absolvição no último dia 5, quando respondeu ao artigo 250 do CBJD.

O clube também foi absolvido, no dia 3 deste mês, da denúncia de atraso de dez minutos de uma ambulância no Estádio Machadão, em jogo contra Cesmac/AL. Na ocasião, quem teve a lamentar foi a Federação de Futebol do Rio Grande do Norte, multada em R$ 1mil pelo não pagamento de taxas de arbitragem.
A+ A-