Congresso e governo dos EUA chegam a acordo por pacote de US$ 2 trilhões

Estímulo pretende proteger a economia das consequências da atual pandemia de coronavírus.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Yuri Gripas/EFE/EPA
Presidente dos EUA, Donald Trump, disse que quanto mais demorar a aprovação do pacote, mais os trabalhadores serão prejudicados.

Congressistas republicanos e democratas e o governo, do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegaram a um acordo preliminar em torno de um pacote de estímulos econômicos estimado em US$ 2 trilhões.

A intenção é proteger a economia americana das piores consequências da pandemia do novo coronavírus. "Senhoras e senhores, temos um acordo", anunciou o diretor de assuntos legislativos da Casa Branca, Eric Ueland, na madrugada desta quarta-feira (25).

"Após dias de intensas discussões, o Senado chegou a um acordo bipartidário sobre um pacote histórico de ajuda para lidar com essa pandemia", disse o senador republicano Mitch McConnell. "Aprovaremos este texto ainda hoje", acrescentou. O pacote, que será promulgado por Donald Trump, deve ter o aval da Câmara dos Representantes, liderada pela democrata Nancy Pelosi.

Na terça-feira (24), Trump havia falado sobre a emergência de aprovar o pacote. "Quanto mais tempo demorar, mais difícil será para a economia. Nossos trabalhadores serão prejudicados", escreveu no Twitter.

O presidente também criticou os esforços democratas de atrelar a legislação ao chamado Green New Deal, proposta da oposição que trata de mudanças climáticas e desigualdades sociais. "(O pacote contra coronavírus) é sobre colocar nossos trabalhadores e empresas de volta ao trabalho", destacou.

Os mercados financeiros de Ásia e Europa sentiram os efeitos do novo acordo entre Congresso dos Estados Unidos e governo de Donald Trump sobre o que a imprensa norte-americana chama de "o maior pacote de estímulos da história moderna do país". Ambos têm alta generalizada nos respectivos mercados.

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