Diretor-geral do DNOCS afirma: “As obras do Nordeste não sofrerão cortes de investimentos”

Elias Fernandes viaja à Brasília para confirmar o que o presidente Lula disse, ou seja, que as obras do PAC não sofrerão alterações devido a crise econômica.

Redação,
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Elias Fernandes - Diretor-geral do DNOCS
Juntamente com os demais órgãos da administração federal, o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas está discutindo o Orçamento Geral da União, ou seja, o volume de recursos que vai fazer parte das obras de combate à seca na região Nordeste e, também, aqui no Rio Grande do Norte. O diretor-geral do DNOCS, Elias Fernandes, garantiu que não haverá cortes de investimentos nessa área, já que estão previstas no Programa de Aceleração do Crescimento – PAC. Confira aqui a entrevista concedida pelo diretor ao Jornal 96, na manhã desta terça-feira (28).

Jornal 96O senhor irá a Brasília hoje, e a grande discussão lá é a votação do Orçamento. Em meio a essa crise financeira, só se fala em corte de recursos. Qual é a estratégia que o senhor levará para discutir com o Governo Federal?

Elias Fernandes
– Nós temos um escudo que é o PAC, pois grande parte dos recursos do DNOCS são obras do Programa de Aceleração do Crescimento, cerca de 900 milhões de reais que o presidente Lula já disse que não haverá cortes.

Jornal 96Mas isso está mesmo garantido?

EF – Segundo informações do Presidente da República, que declarou à imprensa nacional que as obras do PAC não sofreriam cortes, sim.

Jornal 96Mas é bom ficar vigilante...

EF – É claro!

Jornal 96O senhor poderia nos dar uma visão geral dessas obras aqui no Nordeste e, principalmente, no Rio Grande do Norte?

EF – Como o DNOCS atua em nove estados no Nordeste, além do norte de Minas Gerais, que também integra a região do polígono das secas, então nós temos obras desde o Piauí. São dois grandes projetos de irrigação com mais de 20 mil hectares, Platô de Guadalupe e Tabuleiro litorâneo no Ceará, onde sempre o DNOCS sempre teve uma presença marcante.

Jornal 96Sempre, né?

EF – É verdade, os diretores-gerais do DNOCS sempre eram cearenses, e agora foi quebrado esse tabu. Lá, no Ceará, existem três projetos de irrigação. No Rio Grande do Norte nós temos dois que não estão incluídos no PAC, mas o deputado Henrique Eduardo e o senador Garibaldi Filho já asseguraram recursos do Orçamento da União para o Baixo-Açu. Aliás, para o Mendobim, região do Açu, R$ 18 milhões foram disponibilizados no Orçamento de 2008. Estes recursos já se encontram no DNOCS. Já o de Santa Cruz do Apodi, com emenda coletiva de autoria do Senador Garibaldi Alves, garante R$ 15 milhões para as obras do perímetro irrigado de Santa Cruz do Apodi. Na Paraíba, nós temos diversas adutoras, entre elas, a de Acauã, que vai reforçar o abastecimento da água de Campina Grande. Nós também temos em Pernambuco um grande programa de adutoras, a exemplo do que foi feito no Rio Grande do Norte, no Governo Garibaldi Alves. Na Bahia, terra do ministro Jardel Vieira, nós temos projetos de irrigação na região de Brumado. Em Alagoas e Sergipe nós temos projetos de açudagem e perfuração de poços.

Jornal 96Então são muitas obras aqui no Rio Grande do Norte...

EF – Sim. Temos em Nova Cruz, um projeto já concluído, pronto para ser licitado. A barragem do Jarí, que é um sonho antigo dos novacruzenses. Cerca de R$ 2,5 milhões já foram disponibilizados para o projeto e pretendemos iniciar essa obra até final de janeiro, que será um açude de 25 milhões de metros cúbicos na região Agreste da cidade.

Jornal 96E lá no Baixo-Açu?

EF – Em Santa Cruz do Apodi, aproveitando água da barragem do Apodi que foi construída no Governo de Garibaldi Alves, será executado um projeto de 8 mil hectares de irrigação. Também na região do Açu , o projeto Mendobim, na localidade chamada de Zé da Volta, na estrada de Mossoró para Açu. Pelo menos 10% dos recursos para iniciar já estão garantidos no Orçamento de 2008. Além disso, o senador Garibaldi afirmou que em 2009 já vai colocar ainda mais recursos.

Jornal 96Em novembro o DNOCS vai realizar uma audiência pública na Assembléia Legislativa. O que será discutido no evento?

EF
– Nós fomos procurados pelos empresários do estado, principalmente da área de carcinicultura. Além deles, os salineiros e os fruticultores, três grandes segmentos que praticamente ocupam todo o baixo-açu e que, com a sangria da Barragem Armando Ribeiro até chegar em Macau, foram atingidos, amargando grandes prejuízos. Por isso, vamos trazer o ministro Jadel Vieira a Natal, para uma audiência na Assembléia Legislativa, onde discutiremos uma solução para evitar essas cheias. A solução técnica existe, e será apresentada ao ministro durante debate com essas classes empresariais.

Confira abaixo a entrevista concedida ao Jornal 96 desta terça-feira (28).

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