China defende cooperação com Irã e critica sanções de Trump

Nova bateria de sanções americanas terá como ponto de mira os setores energéticos, financeiros e navais da República Islâmica.

Da redação, Agência EFE Pequim,

O governo da China lamentou hoje (5) as novas sanções impostas pelos Estados Unidos ao Irã e defendeu a cooperação com esse país em virtude do acordo internacional assinado em 2015 com Teerã, conhecido como Plano Integral de Ação Conjunta (Jcpoa, na sigla em inglês).

"Nos opomos a qualquer sanção unilateral", disse em entrevista coletiva a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hua Chunying, que reafirmou o compromisso da China com a implementação do acordo nuclear.

O governo dos Estados Unidos impôs a partir de hoje novas sanções ao Irã, anunciadas em maio deste ano, quando Washington deixou o acordo com Teerã, embora contemple isenções para oito países, sem especificar quais, que nos últimos tempos trabalharam para "reduzir a zero" suas importações de petróleo do país.

Embora a porta-voz não tenha esclarecido se a China está reduzindo ou reduzirá suas importações de petróleo iraniano, garantiu que seu país seguirá mantendo a "cooperação normal" com o Irã sob uma atitude "objetiva e responsável".

"A China seguirá mantendo sua cooperação com o Irã, assim como sua cooperação comercial. Esperamos que, dadas as circunstâncias atuais, todas as partes possam ter uma visão a longo prazo, cumpram com suas responsabilidades e se mantenham do lado correto da história", disse Hua.

Segundo acrescentou a porta-voz, a cooperação da China com o Irã é "legítima e legal" e deve "ser respeitada". "A China cumprirá com os compromissos adotados no Jcpoa e defenderá seus direitos e interesses legais".

A nova bateria de sanções americanas terá como ponto de mira os setores energéticos, financeiros e navais da República Islâmica, e penalizará as empresas de todo o mundo que comprem petróleo iraniano.

Enquanto isso, os outros signatários do acordo nuclear com Irã rejeitado por Trump - Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha - estão buscando fórmulas para salvar o acordo e manter o comércio e as compras de petróleo iraniano.

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