Cepa do vírus do ebola no Congo é uma das mais mortais no mundo

Segundo dados do governo do país, foram registrados 16 casos confirmados desde o início do novo surto.

Da redação, Agência Brasil,

A Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou nesta terça-feira que o vírus que provocou um novo surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC) é da cepa do Zaire, a mais mortal das cinco que existem no mundo.

O diretor de Preparação e Resposta a Emergências da OMS, Pete Salama, disse que o surto registrado na região de Kivu do Norte foi provocada pelo vírus da cepa do Zaire e, portanto, não tem relação com os casos ocorridos em maio no país.

"A boa notícia é que podemos começar a usar a vacina rVSV-ZEBOV amanhã mesmo", disse o representante da OMS.

A vacina ainda não foi licenciada, mas foi utilizada experimentalmente em Guiné durante a epidemia que assolou o país em 2014 e 2015, atingindo também Libéria e Serra Leoa.

Doses também foram aplicadas em maio na República Democrática do Congo.

Em entrevista coletiva, o porta-voz da OMS, Tariq Jasarevic, explicou que há 3 mil doses da vacina na capital do país que sobraram do programa de vacinação realizado para controlar o surto anterior na província do Equador.

Jasarevic também indicou que a OMS espera que o governo da República Democrática do Congo conceda, ainda hoje, uma autorização para que a imunização seja realizada.

Como a vacina ainda é experimental, é preciso que as autoridades locais façam um acordo específico para cada campanha.

A vacinação seguirá a mesma estratégia do último surto de ebola.

Receberam as doses, os funcionários das unidades de saúde, pessoas que estiveram em contato com casos confirmados e também aqueles que tiveram alguma relação com essas pessoas.

Segundo os últimos dados do governo do país, foram registrados 16 casos confirmados desde o início do novo surto e 27 suspeitas. Sete mortes ocorreram devido à doença e outras 27 ainda estão sendo analisadas pelas autoridades locais.

O novo surto de ebola foi declarado na última quarta-feira, oito dias depois de o ministro de Saúde da República Democrática do Congo, Oly Ilunga, ter anunciado o fim da registrada na província do Equador.

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