Carnatal terá este ano um patrulhamento mais intenso em relação à criança e o adolescente

Reunião define novas regras para acesso de menores aos camarotes e o patrulhamento estará mais exigente em relação ao consumo de bebidas e entorpecentes.

Geraldo Miranda,
Vlademir Alexandre
Os blocos e camarotes terão patrulhamento da Policia Militar.
Representantes dos Ministérios Públicos Estadual (MPE) e do Trabalho (MPT) realizarão nesta quinta-feira (4) às 10h, na sede da procuradoria Regional do Trabalho uma reunião com os representantes dos blocos do carnatal, Destaque Promoções, Vara da Infância e da Juventude, Prefeitura do Natal além das policias Civil e Militar pra discutir as medidas de proteção à infância e a juventude durante o evento.

Na reunião os representantes assinarão um termo de compromisso se dispondo a não contratar menores de idade para o evento, como medida de prevenção ao trabalho infantil. Serão debatidas as formas de acesso das crianças e adolescentes à festa, além de orientar os organizadores sobre as exigências e proibições legais.

A grande mudança deste ano é o acesso de menores de 16 anos aos camarotes só acompanhados pelos pais. E para os maiores de 16 anos com o formulário de autorização dos pais ou responsáveis.

Os blocos e camarotes terão patrulhamento da Policia Militar, agentes de proteção à criança e ao adolescente e uma equipe da Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (Semtas) para acompanhamento dos menores. Outros pontos discutidos são relacionados ao trabalho infantil e ao consumo de bebidas alcoólicas e o uso de entorpecentes durante a festa.

O promotor de justiça e defesa da criança e juventude, Manoel Onofre de Souza Neto, explicou que a fiscalização será mais rigorosa e que a estrutura foi melhorada para por a lei em prática.

“Temos que fazer com que a pessoa responda por seus delitos, não adianta tomar a bebida ou o entorpecente do menor e liberá-lo. Temos que fazer com que ele responda por seus atos”, explica o promotor.

E para as pessoas que forem pegas serão impostas as penas de prestação de serviços comunitários a doações de cestas básicas.
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