Garibaldi não acredita em dissidências no PMDB

A estimativa da dissidência foi feita pelo candidato Tião Viana (PT-AC).

Agência Senado,
Geraldo Magela/Agência Senado
Garibaldi ressalvou que está "sem saber das articulações".
O presidente do Senado Federal, senador Garibaldi Alves Filho, disse nesta segunda-feira (26) não acreditar que haja de cinco a sete senadores do PMDB decididos a não votar no virtual candidato do partido à Presidência da Casa para o biênio 2009/2010, senador José Sarney (PMDB-AP). A estimativa da dissidência foi feita pelo também candidato Tião Viana (PT-AC), em entrevista no mesmo dia.

- Acho muito pouco provável que exista no PMDB uma dissidência desse tamanho - hoje ou amanhã, ou até o dia da eleição - com relação á candidatura de José Sarney. Acho que, se o senador Tião Viana disse mesmo isso, se ele tiver colocando esses votos na conta dele, vai terminar dando a conta errada - afirmou Garibaldi, lembrando que a candidatura de Sarney ainda não foi anunciada oficialmente.

O presidente do Senado afirmou que tem conversado com os senadores e não notou esse propósito em nenhuma dessas conversas. Mas ressalvou que está "sem saber das articulações". Disse que na reunião da bancada, prevista para quarta-feira (28), os senadores do partido vão manifestar seu apoio à candidatura de Sarney. Garibaldi lembrou que sua candidatura poderia ser contestada na Justiça, uma vez que ele pretendia a reeleição dentro da mesma Legislatura.

- Diante de uma candidatura que não tem nenhum risco como a de José Sarney e que tem uma viabilidade eleitoral muito grande, só me resta falar aos companheiros do meu agradecimento ao apoio que me deram anteriormente - afirmou o presidente do Senado, em entrevista a jornalistas na porta de seu gabinete.

Para Garibaldi, a eleição de Sarney não deve prejudicar a eleição de Michel Temer (PMDB-SP) à Presidência da Câmara dos Deputados. Para o presidente do Senado, as duas eleições "estão correndo de uma maneira autônoma, paralelamente, sem haver nenhum cruzamento". Disse não ver como uma eleição pode atrapalhar a outra. O presidente considerou ainda normal a disputa entre os partidos pela presidência das comissões da Casa.
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