Wilma de Faria: “Não vamos permitir que a burocracia atrapalhe nosso crescimento”

Preocupada com os efeitos da crise financeira global, governadora convocou seu secretariado para dar celeridade às obras programadas para o Estado.

Luana Ferreira,
Luana Ferreira
Wilma de Faria é fotografada antes de começar a falar: reunião acontece a portas fechadas.
Preocupada com os efeitos da crise financeira global sobre a economia do Rio Grande do Norte, a governadora Wilma de Faria convocou seu secretariado para, nessas terça e quarta-feiras (28 e 29), discutir formas de acelerar a execução das obras e serviços programada para os próximos meses.

“Não vamos permitir que a burocracia atrapalhe nosso crescimento”, declarou a governadora antes de iniciar a reunião, que ocorre a portas fechadas na Secretaria Estadual de Planejamento – Seplan. 

A expectativa é que todas as pastas – as reuniões são organizadas por temas como "Candidatura de Natal à Copa de 2010",  "Incentivo à atividade turística", "Recuperação de rodovias" etc – deverão ter suas agendas revisadas e readequadas.

Natal na Copa 
Apesar de a tônica ser de corte e otimização de gastos, em se tratando da Copa de 2014, a governadora parece estar decidida a abrir concessões. “Estamos empenhados, acreditamos que é possível”, comemorou a secretária estadual de Esportes Magnólia Figueiredo ao sair da primeira reunião temática.

Wilma de Faria deu sinal positivo para a contratação de uma empresa de consultoria para apresentar a cidade como opção de sube-sede à Fifa, o que deve acontecer em 15 de janeiro de 2009. Mais 18 cidades do Brasil já entraram na disputa, mas só 12 poderão receber o maior campeonato esportivo depois das Olimpíadas. O resultado sai em março de 2009.

“Não se percebeu logo a dimensão desse evento. Somente a consultoria formada por nós aqui no estado não daria conta de um projeto desses”, comentou Magnólia, lamentando que a contratação não tenha ocorrido ainda na administração anterior.

A empresa escolhida foi a mesma que o Ministério dos Esportes indicou para avaliar a cidade, a Prace. O próximo passo é convencer a equipe de transição da prefeita eleita Micarla de Sousa a ratear o custo – algo entre R$ 2 e 3 milhões - com o Estado.

“A nova prefeita é uma pessoa aberta e tenho certeza que nos dará apoio nesse sentido”, acredita Magnólia, para quem o problema maior é conseguir que as próximas administrações - ela contabiliza mais uma prefeitura e um governo dieferentes - mantenham os compromissos assumidos até 2014.




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