Alvo da PF, ex-presidente do Paraguai só pode ser preso se perder foro

Constituição paraguaia estabelece que um ex-presidente se torna senador vitalício ao final de seu mandato e não pode ocupar outro cargo.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Adriano Machado/Reuters
Ex-presidente do Paraguai, Horacio Cartes, onta com foro privilegiado por sua condição de senador vitalício e só pode ser preso se perder esse benefício.

O presidente do Congresso do Paraguai, Blas Llano, afirmou nesta terça-feira (19) que o ex-presidente Horacio Cartes (2013-2018) conta com foro privilegiado por sua condição de senador vitalício e, portanto, só poderia ser preso se perder esse benefício.

O juiz federal brasileiro Marcelo Bretas ordenou a prisão de Cartes, do governista Partido Colorado, por um caso relacionado à Operação Lava Jato. A Promotoria suspeita que o ex-presidente paraguaio tenha ajudado Darío Messer, conhecido como "o doleiro dos doleiros" e preso em São Paulo em julho, a escapar do Paraguai, onde residia.

Llano, senador pelo opositor Partido Liberal, disse a repórteres que, caso de o mandado de prisão chegue ao Paraguai via Interpol, o Ministério Público deve primeiro solicitar ao Congresso que discuta o fim do foro de Cartes.

A Constituição do Paraguai estabelece que um ex-presidente se torna senador vitalício ao final de seu mandato e não pode ocupar outro cargo.

No entanto, Cartes renunciou pouco antes das eleições de abril de 2018, as quais disputou e foi eleito para um assento regular de senador, com direito a voto. Em razão da falta de quórum e de divisões entre as duas facções dominantes do Partido Colorado ele não foi juramentado no cargo.

Nesse sentido, Llano afirmou que Cartes "continua sendo um homem importante na política paraguaia por causa do peso político de seu movimento na Câmara dos Deputados e no Senado".

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