Prefeitos da Grande Natal se reunem para discutir Aeroporto de São Gonçalo

Objetivo do encontro foi tratar de plano urbanístico e turístico, eventuais planos de reassentamento, mobilização da sociedade e impacto na rede de transporte.

Ana Paula Oliveira,
Ana Paula Oliveira
Prefeitos da Grande Natal se reúnem com o Grupo que analisa viabilidade econômica do aeroporto.
Depois de visitar as obras no aeroporto de São Gonçalo do Amarante, os técnicos que analisam a viabilidade econômica para investimentos privados no aeroporto se reuniram, na manhã desta quarta-feira (14), na Central do Investidor do Estado, com os prefeitos da região metropolitana de Natal.

O objetivo foi tratar de assuntos como plano urbanístico e turístico, eventuais planos de reassentamento, mobilização da sociedade e impacto na rede de transporte público.

A prefeita de Natal, Micarla de Sousa, destacou a importância do aeroporto para o desenvolvimento do Estado. “Não tenho a menor dúvida que o aeroporto vai ser o grande marco divisional na economia do município e do Estado”, declara.

Ela acrescenta: “A Prefeitura de Natal está à disposição para fazer o que for preciso para agilizar o processo. Inclusive, já me reuni com a governadora e definimos um grupo de trabalho que vai viabilizar os acessos ao aeroporto, por meio do Pró-transporte”.

O prefeito de São Gonçalo do Amarante, Jaime Calado, fez questão de ressaltar dois pontos. “O estudo de viabilidade econômica é uma coisa. E as obras, que estão sendo tocadas pela Infraero e Exército, são outra”, frisa.

Ele informa que a previsão de lançamento do edital de licitação para empresas privadas investirem no aeroporto é abril. “A nossa estimativa é que em outubro o processo de licitação esteja concluído e a obra retomada ainda este ano”.

O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico de Parnamirim, Jorge Cunha, que estava na reunião representando o prefeito Mauricio Marques, enfatiza que o município está em um ponto estratégico.

“Estamos na cabeça da BR-101 e 304, além de estarmos ligados ao porto, por meio de um ramal ferroviário, e abrigarmos o aeroporto Internacional Augusto Severo”, diz, deixando escapar que preferia que o aeroporto fosse construído em Parnamirim.

Obra
Os procedimentos para a conclusão das pistas de pouso e decolagem, auxiliar (táxi aéreo) e drenagem estão interrompidos, desde dezembro, porque o convênio entre a Infraero e o Exército não foi renovado.

No entanto, nos próximos dias o convênio deve ser renovado e as obras, reiniciadas. A expectativa é que até a conclusão do Aeroporto sejam investidos mais de R$ 190 milhões do governo federal – até que a iniciativa privada se envolva ou não na obra.
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