Coral da Assembleia Legislativa reflete identidade cultural do servidor

Grupo é formado por dez funcionários da Casa e oito voluntários, divididos em três tipos vocais.

Da redação, Assembleia Legislativa,
Divulgação/AL
Coral participa de audiências públicas, sessões solenes e atos ecumênicos, bem como faz apresentações externas, a convite de deputados e instituições.

Criado em maio de 2004 e oficializado por meio de projeto de lei aprovado por unanimidade em dezembro do ano seguinte, o Coral da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte tem como objetivo utilizar a forma de canto coral como referência para a construção da identidade cultural do servidor público.

O grupo é formado por dez funcionários da Casa e oito voluntários, divididos em três tipos vocais. O professor Bruno Santos, regente do coral, explica que um grupo pode ter quatro estilos de vozes, compostos de acordo com cada tessitura vocal. São os chamados “naipes vocais”, que se dividem em sopranos - vozes agudas femininas; contraltos - femininas graves; tenores - vozes agudas masculinas; e baixos - que são as vozes masculinas graves.

Com o grupo atual, Bruno Santos diz que consegue trabalhar com três naipes vocais, pois é muito difícil dispor dos quatro estilos. Mesmo assim, o repertório do coral é bastante diversificado, com músicas de todos os períodos e estilos, incluindo Música Popular Brasileira, música estrangeira, música sacra e folclórica, todas cautelosamente selecionadas.

“O nosso repertório é cuidadosamente escolhido para cativar os diversos tipos de público, mas o nosso foco não poderia deixar de ser as composições dos artistas potiguares. Estamos sempre inserindo a música local no nosso acervo. Atualmente, estamos apresentando as músicas ‘Linda Baby’, de Pedrinho Mendes e ‘Canção Pra Natal’, do ex-deputado Estadual Nelson Freire”, explica Bruno Santos.

Além das apresentações no âmbito da Assembleia Legislativa, onde participa de audiências públicas, sessões solenes e atos ecumênicos, o coral também se apresenta externamente, seja a convite dos deputados e instituições, seja participando de festivais.

Funcionário da Assembleia há vinte e seis anos, Antônio Eriberto é baixo barítono e está no coral desde a sua fundação. Para ele, o grupo é um importante meio de interação entre os servidores da Casa e a sociedade potiguar. “Durante os vinte seis anos de trabalho na Assembleia Legislativa, sempre participei de tudo que a Casa proporcionou, e fazer parte do coral é mais uma forma de interagir com a sociedade e trazer a comunidade para os projetos do Legislativo,” afirma Eriberto.       

Inicialmente o projeto do coro pretendia oferecer um espaço de convergência e troca de experiências apenas na Assembleia Legislativa, mas evoluiu e se tornou indispensável em festivais de corais e outros eventos culturais de Natal. O coral do Legislativo também é uma das atrações do Encontro de Corais de Natal (Enconat), evento anual que faz parte do calendário cultural da capital potiguar, dentro da programação do “Natal em Natal”.

O trabalho mais recente do grupo foi a participação no 53º Festival de Coros do Rio Grande do Sul (Fecors). Nesse evento, o coral da Assembleia Legislativa fez duas apresentações oficiais, uma em Flores da Cunha e outra em São Francisco de Paula. O grupo fez também emocionantes exibições nas catedrais de Gramado e de Canela, cantando músicas sacras, como “Pai Nosso”, “Ave Maria” e “Amigo de Deus”. Por fim, num dos cartões postais mais visitados do Brasil, o Lago Negro, o grupo apresentou “Vida de Viajante”, de Luiz Gonzaga.

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