Audiência trata sobre obras na orla da praia de Ponta Negra

Atualmente, a praia do litoral sul conta com 2 km de enrocamento de faixa.

Da redação, CMN,
Marcelo Barroso/CMN
Discussão sobre as obras em Ponta Negra contou com a participação de entidades do município de Natal, além de órgãos de controle.

A infraestrutura da Vila de Ponta Negra e os impactos do enrocamento na praia foram temas discutidos em audiência pública nesta quarta-feira (18), na Câmara Municipal de Natal. A proposta  partiu da vereadora Ana Paula Araújo (PSDC) e do ex-vereador e atual suplente, Emanoel do Cação.

A discussão contou com a participação de entidades relacionadas do município de Natal, além dos órgãos de controle, que apresentaram os principais tópicos referentes à obra de engordamento da faixa de areia da praia.
 
Atualmente, Ponta Negra conta com 2 km de enrocamento de faixa, que são paredões de proteção contra o avanço da maré. Agora, o que se pretende, a partir de um estudo encomendado pela  Secretaria Municipal de Obras Públicas (Semov) e onde foi constatada a necessidade de tal intervenção, é que esse perímetro seja acrescido de mais de 2 km, finalizando um total de 4 km de praia com esta estrutura.

Além disso, a Secretaria está trabalhando no projeto de engordamento da praia, o que significa, de fato, o crescimento da faixa de areia, aumentando a distância entre o mar e o calçadão.

A obra está em processo de estudo pelo Idema e deve ser realizada no período de 6 meses, a contar com início no mês de novembro. As estruturas instaladas do projeto devem ser iniciadas na altura do quiosque 27, seguindo até o hotel Serhs, completando assim, os 4 km propostos.

O secretário da Semov, Tomaz Neto, explica que durante esses seis meses a obra será realizada a cada 500 m², onde todo fluxo de atividades praianas neste perímetro serão suspensas. “Será feita a retirada de areia do mar e colocada na faixa de praia, com isso nós ganharemos em média 30 m² de faixa de areia, com uma variação de até 23 m² na baixa maré. Outra preocupação da Secretaria é que nós precisamos iniciar essa obra até dezembro, pois só assim nós conseguiremos garantir a verba restante que está sendo enviada pelo Governo Federal. Ou seja, se nós não começarmos vamos perder o dinheiro que vai para outro Estado”, conta.

A vereadora Ana Paula Araújo apontou sobre a importância da audiência e seus encaminhamentos. “A discussão em conjunto com o ex-vereador Emanoel do Cação foi de suma importância para trazer mais detalhes da obra, que está em etapa de liberação pelo Idema. Nós trouxemos as comunidades pesqueiras, de moradores e ambulantes para saber o que será feito em termos de viabilidade econômica para essas pessoas, já que elas dependem da praia para tirar seus sustentos e nesse período a praia estará interditada. Vai existir uma ajuda, um auxílio?”, questiona.

O suplente e ex-vereador Emanoel do Cação avaliou como positivas as apresentações realizadas pelo Semov através do seu secretário. Ele acredita que o tema ainda será discutido em diversas vertentes para assim se esclarecer todas as dúvidas das partes envolvidas.

Como representante da colônia de pescadores de Natal, Rosângela Silva questionou o órgão sobre a área onde as jangadas são alocadas, uma área de aproximadamente 300 m² próximo ao Morro do Careca. A pescadora acredita que o enrocamento naquela região seria de grande prejuízo a todos os pescadores. O questionamento foi esclarecido pelo secretário Tomaz Neto, que garantiu que a obra não irá atingir a área citada, começando apenas a partir do quiosque 27.

Também estiveram presentes na audiência representantes do Conselho Comunitário de Ponta Negra, do Centro Esportivo de Ponta Negra, Idema, Semsur, Colônia de Pescadores, Associação de Vendedores Ambulantes, Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal (Semurb) e Centro de Lançamento da Barreira do Inferno.

Tags: audiência pública enrocamento Ponta Negra
A+ A-