Procuradoria pede à PF inquérito sobre depoimento do porteiro do caso Marielle

Investigação deve apurar 'tentativa de envolvimento indevido' do nome de Bolsonaro.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Fabio Motta
Fachada do condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca, onde moram o presidente Jair Bolsonaro, e o PM reformado Ronnie Lessa.

O Ministério Público Federal requisitou, nesta quarta-feira (6) à Polícia Federal que instaure um inquérito para apurar supostos delitos de obstrução de Justiça, falso testemunho, denunciação caluniosa cometidos pelo porteiro do condomínio Vivendas da Barra, por causa da citação ao presidente Jair Bolsonaro em depoimento. A investigação tramitará sob sigilo.

No último dia 30, o procurador-geral da República, Augusto Aras encaminhou à Procuradoria da República no Rio de Janeiro o ofício assinado pelo ministro Sérgio Moro, que pedia a abertura de um inquérito para apurar se houve ‘tentativa de envolvimento indevido’ do nome do presidente na investigação sobre o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro  Marielle Franco (PSOL) e seu motorista Anderson Gomes, em março de 2018.

Em nota, a Procuradoria indicou que somente se manifestará de forma conclusiva após a conclusão das investigações.

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