Preso em SP, Paulo Preto seguirá para Curitiba na sexta-feira

Ex-diretor da Dersa é apontado como operador de esquemas que envolvem o PSDB e a Odebrecht.

Da redação, Agência Brasil,
José Cruz/Arquivo/Agência Brasil
Procuradoria acusa o ex-diretor da Dersa, Paulo Preto, de ter movimentado pelo menos R$ 130 milhões em contas na Suíça, entre 2007 e 2017.

Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, foi preso hoje (19), em São Paulo, pela Polícia Federal (PF) na 60ª fase da Operação Lava Jato. Ele fará, ainda hoje, exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).

A sua remoção para a sede da PF, na Lapa, zona oeste de São Paulo, está prevista para o início da tarde. Ele será mantido na carceragem até sexta-feira (22). Posteriormente, Paulo será levado para Curitiba, onde permanecerá detido.

Paulo é apontado como operador de esquemas que envolvem o PSDB e um complexo esquema de lavagem de dinheiro de corrupção praticada pela Odebrecht entre 2007 e 2017. As transações superam R$ 130 milhões, saldo de contas controladas por Paulo Preto, na Suíça, no início de 2017.

Ações penais

Ele é réu em duas ações penais envolvendo as obras do Rodoanel Sul e do Sistema Viário de São Paulo. A ação que julga o crime de peculato, ou seja, desvio de dinheiro público, foi anulada em liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes, do Superior Tribunal Federal (STF), no último dia 13.

Nessa ação, Paulo Vieira de Souza foi preso duas vezes. Logo após a denúncia, ele foi detido por ameaçar uma ré colaboradora. Ele usa tornozeleira eletrônica.

A segunda ação, de crime por formação de cartel no Rodoanel Sul e no Sistema Viário de São Paulo, está na fase em que testemunhas de defesa são ouvidas.

Tags: Lava Jato Paulo Preto
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