Polícia Federal mira empresas por fraudes em licitações de R$ 60 milhões

Operação Epagoge faz 22 buscas em três estados para desarticular grupo suspeito de ajustar certames, principalmente para a compra de eletrônicos.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Reprodução/PF
Efetivo de 75 policiais federais e 6 auditores da Controladoria cumpre 22 mandados de busca e apreensão em três estados.

A Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Controladoria Geral da União desencadearam na manhã desta quinta, 30, a Operação Epagoge para desarticular uma organização criminosa suspeita de fraudar licitações. Entre 2010 e 2019, as empresas que formam o grupo firmaram contratos com o Poder Público que somam R$ 60 milhões, indica a CGU.

Um efetivo de 75 policiais federais e 6 auditores da Controladoria cumpre 22 mandados de busca e apreensão em Curitiba, Piraquara e Guaratuba(PR), Balneário Camboriú (SC), e em São Paulo (SP).

Segundo a PF, a investigação teve início em 2015 a partir da suspeita de que empresas de um mesmo grupo estariam atuando mediante ajuste, prejudicando a concorrência em licitações, principalmente para a compra de eletrônicos.

O inquérito identificou que algumas das empresas funcionavam no mesmo endereço e pertenciam aos mesmos proprietários, o que, segundo a PF, indica que empresas fictícias se candidatavam simultaneamente na mesma licitação, ‘a fim de viabilizar que uma delas se sagrasse vencedora, com possibilidade de manipular os preços’.

A Polícia Federal apontou que o nome da Operação, Epagoge, significa indução em grego. “Induzir o pensamento de alguém”, registrou a corporação.

Tags: Operação Epagoge Polícia Federal
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