MP Eleitoral analisará caso de suposto grupo de whatsapp com ameaças no RN

Dependendo das investigações, caso será tratado como crime eleitoral, ou propaganda falsa

Da redação, MPF,
O Ministério Público Eleitoral instaurou procedimento para analisar as denúncias quanto ao suposto grupo de whatsapp “Opressores RN 17”, no qual teriam sido feitas ameaças de morte, estupro e outros tipos de violência a eleitores contrários, por meio da possível organização de um grupo armado.
Após analisar os indícios de veracidade, ou não, do diálogo mantido na rede social, a Procuradoria Regional Eleitoral no Rio Grande do Norte deverá decidir sobre a remessa do caso ao promotor eleitoral competente, se for o caso de apuração de possível crime do artigo 301 do Código Eleitoral (Usar de violência ou grave ameaça para coagir alguém a votar, ou não votar, em determinado candidato ou partido, ainda que os fins visados não sejam conseguidos).

Por outro lado, na hipótese de se tratar de propaganda falsa (grupo fake), com intuito de promover publicidade negativa de candidato, o procedimento será encaminhado para algum dos procuradores auxiliares eleitorais.

Degepol

A Delegacia Geral de Polícia (Degepol) emitiu uma nota, informando que a Polícia Civil do Rio Grande do Norte também está investigando a origem de mensagens trocadas por membros do grupo no aplicativo.

"Logo após tomar conhecimento do caso, a Degepol designou, em caráter especial, o delegado Anderson Tebalde do Núcleo Especializado em Investigação Criminal (NEIC) para conduzir o caso. A Polícia aguarda a conclusão das investigações para responsabilizar os culpados", diz a nota.

Tags: ameaças grupo de whatsapp investigação MP Eleitoral Opressores RN 17
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