Aproveite a onda russa da Copa e aprenda a fazer estrogonofe

Prato que nasceu na Rússia dos czares já foi sinônimo de sofisticação e teve entre seus admiradores Charles Chaplin.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Felipe Rau
Estrogonofe teve origem na Rússia e conquistou o mundo inteiro. No Brasil, prato já foi considerado chique e hoje é bastante popular.

Estrogonofe já foi chique. E não só no Brasil dos anos 1960 e 1970 quando era sofisticadíssimo receber os convidados para jantar com o prato russo acompanhado de arroz e batata palha. Ele é nobre de berço. Nasceu na Rússia dos czares, no século 19, e no início era coisa de rico. Existem tantas versões para a história do stroganoff quanto “receitas originais”. Entre elas, a mais provável é que teria sido criado por um cozinheiro francês chamado Charles Briere, que trabalhava para uma família nobre e muito rica de São Petersburgo, os Stroganoff.

Ambos existiram e, tirando a parte de que a carne teria sido cortada em tiras finas porque o conde Pavel Stroganoff era velho e tinha dentes ruins (o tal conde já tinha morrido quando o prato foi criado para um de seus descendentes), o resto parece fazer sentido: o cozinheiro combinou o preparo clássico francês da carne – dourar e flambar a carne para colocar um molho de mostarda – com o clássico creme azedo russo. Essa seria a versão original.

Acontece que os imigrantes russos levaram a receita para os Estados Unidos e, quando o beef stroganoff virou estrela do Russian Tea Room, em Nova York, em 1930, já era feito com filé-mignon e acrescido de novidades: molho de tomates e cogumelos em lascas. No lugar da batata cozida à moda russa, a batata passou a ser cortada em palitos finos e frita.

O estrogonofe também teve seu auge no Maxim’s, em Paris, e dizem que era o prato preferido de Charles Chaplin. O fato é que foi ganhando o mundo – mas só se tornou popular na Europa depois da Segunda Guerra. Conforme foi circulando, acabou recebendo novos ingredientes, como o creme de leite em vez do creme azedo, e até combinações nada ortodoxas, como o creme de cogumelos, milho, entre outras e até a combinação bizarra com macarrão. Aqui no Brasil, onde trocou a pompa pela popularidade, o estrogonofe está mais para picadinho com cogumelos e creme de leite.

A essa altura, ninguém mais sabe como se faz o autêntico prato russo. Para essa versão a receita leva um pouquinho de tomate, mas é bem boa.

Ingredientes:

300g de filé-mignon em tirinhas;
1 colher (sopa) de mostarda Dijon escura (sem sementes);
2 colheres (sopa) de óleo de milho ou de girassol;
1/2 cebola cortada em cubos;
1 colher (chá) de açúcar;
3 colheres (sopa) de cogumelos tipo Paris cortados em fatias;
1 colher (sopa) de extrato de tomate;
1/4 de xícara (de chá) de creme de leite fresco (60 ml);
20 ml de água;
Sal e pimenta-do-reino a gosto.

Modo de preparo:

Ponha a mostarda, o açúcar, o extrato de tomate e a água em uma panelinha, ferva para dissolver o açúcar. Reserve.

Ponha 1 colher (sopa) de óleo em uma sauteuse (frigideira de bordas inclinadas), aqueça e refogue a cebola, junte os cogumelos fatiados. Tire da panela e reserve.

Volte ao fogo a mesma panela, sem lavar, aqueça, adicione a carne, tempere com sal e pimenta e deixe dourar, mexendo.

Junte a cebola, os cogumelos a pasta de mostarda. Cozinhe em fogo baixo, acrescentando água quente, se necessário. Quando a carne estiver cozida, ponha o creme de leite, deixe aquecer.

Tire do fogo e sirva com arroz e batata palha.

Tags: Estrogonofe Gastronomia
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