Investigada após escândalo, Copa na Rússia é aposta da Fifa para abafar sua crise

Há quatro anos, o Mundial havia arranhado de forma importante a credibilidade da entidade.

Da redação, Estadão Conteúdo,

Quando a bola rolar nesta quinta-feira (14) em Moscou, a esperança da Fifa é de que a Copa do Mundo ajude a entidade a virar a página de dois de seus maiores desastres em décadas: o escândalo de corrupção e os problemas de imagem que a entidade sofreu com a Copa de 2014 no Brasil.

Há quatro anos, o Mundial havia arranhado de forma importante a credibilidade da entidade. "Para reconstruir essa imagem, são necessários anos", admitiu o ex-presidente da Fifa Joseph Blatter.

Obras foram abandonadas pelo caminho, governo e Fifa passaram a ter uma relação de tensão e o evento deixou uma herança de dívidas. O mal-estar chegou a um ponto máximo quando o ex-secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, sugeriu que o Brasil deveria levar um "chute no traseiro" por conta dos atrasos. Nas ruas, a população deu a resposta em protestos pelo país.

Menos de um ano depois do caos, a Fifa seria assolada por outra crise: a prisão de seus cartolas e uma transformação no comando da entidade, com repercussões até hoje. Nos Estados Unidos e na Suíça, a própria atribuição da Copa do Mundo para a Rússia continua sob investigação criminal e a suspeita é de que o Kremlin comprou votos. Os computadores que guardavam as informações, porém, foram destruídos em Moscou.

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