Justiça apreende os passaportes de Ronaldinho Gaúcho e do irmão Assis

Ex-jogador e seu empresário não teriam pago uma dívida por dano ambiental em Porto Alegre.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Leonardo Simonini

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJ-RS) determinou a apreensão dos passaportes de Ronaldinho Gaúcho e do seu irmão Roberto Assis Moreira devido ao não pagamento de uma dívida por dano ambiental em Porto Alegre.

Em 2015, os irmãos e a empresa Reno Construções e Incorporações foram condenados por construção ilegal de um trapiche, com plataforma de pesca e atracadouro na orla do Lago Guaíba, em área de preservação permanente, sem licenciamento ambiental.

Conforme o TJ-RS, a sentença transitou em julgado em fevereiro de 2015. Como não foram localizados, foram intimados por edital em 2017. O valor das multas e da indenização chega a R$ 8,5 milhões.

A decisão do último dia 31 atende a um pedido do Ministério Público. Segundo sentença do desembargador Newton Fabrício, os réus foram omissos durante o processo e sempre se recusaram a receber intimações.

O magistrado ainda cita que só foi possível intimar os irmãos quando um oficial de justiça foi até a Assembleia Legislativa durante depoimento de Roberto Assis na CPI do Instituto Ronaldinho.

"Apesar de fotografados rotineiramente, em diferentes lugares do mundo, corroborando o trânsito internacional intenso mediante a juntada de Certidões de Movimentos Migratórios, os recorrentes, curiosamente, em seu país de origem, possuem paradeiro incerto e/ou não sabido", afirmou o desembargador na decisão.

O ex-jogador foi intimado através de carta precatória enquanto treinava no CT do Atlético-MG. Além da apreensão, Newton Fabrício proibiu a emissão de novos documentos até o pagamento da multa ambiental.

O advogado de Ronaldinho Gaúcho e do seu irmão Roberto Assis Moreira afirmou na tarde desta sexta-feira (2), à reportagem do Estadão que a apreensão dos passaportes de seus clientes, determinado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, é uma medida arbitrária. O defensor Sérgio Felício Queiroz ressaltou que irá recorrer da decisão no início da próxima semana.

"Isto é uma medida arbitrária porque atinge o direito constitucional de ir e vir. Vamos tentar reverter esta decisão e estamos muito confiantes. Vamos usar os meio legais para evitar a retenção dos passaportes, que como eu disse, é arbitrária", afirmou o advogado da família.

Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, o empresário Roberto Assis Moreira estão em viagem a Tóquio, no Japão, há pouco mais de duas semanas e já estão cientes da decisão judicial.

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