Fifa diz que prepara "revolução" na transferência de jogadores

Presidente da Fifa, Gianni Infantino, também falou sobre o aumento de seleções que disputarão o Mundial a partir de 2026, de 32 para 48.

Da redação, Agência Brasil,

selo-copa-100x100-vermO presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, declarou nesta quarta-feira (13), na abertura do congresso da instituição em Moscou, que está preparando o que chamou de "revolução" no sistema de transferências de jogadores.

"Estamos trabalhando em uma verdadeira revolução no sistema de transferências de jogadores, para acabar com a imagem feia do que ocorre com as transferências. É preciso proteger os jogadores e os clubes que formam jogadores, e é preciso fazer isso no mundo todo, porque se não fizermos vai acabar a formação de talentos", afirmou o dirigente suíço.

Infantino definiu a Fifa como uma organização moderna e, como argumento, lembrou o uso do árbitro de vídeo na Copa do Mundo, que começará nesta quinta (14). "Pela primeira vez, vai ser usado o sistema de videoarbitragem, um método que é bom para o futebol. Tivemos coragem de trazê-lo para esta Copa", destacou.

"Em poucos segundos, todo mundo, em casa e nos estádios, sabe se um erro grave foi cometido. Nessa situação, o único que podia não saber que cometeu um erro era o árbitro. Chegou o momento de mudar essa situação", acrescentou.

O presidente da Fifa também falou sobre o aumento de seleções que disputarão o Mundial a partir de 2026, de 32 para 48. Afirmou que a medida é importante para os países com menos tradição no esporte.

"Sabemos que a classificação para uma Copa é o elemento mais poderoso para o desenvolvimento do futebol em um país. E, por isso, decidimos aumentar para 48 equipes, 22% dos membros da Fifa. Nem é tanto assim".

O dirigente se referiu também à situação atual da Fifa, organização que preside desde 26 de fevereiro de 2016, e ao crescimento econômico obtido, apesar dos problemas gerados pelos casos de corrupção denunciados há três anos.

"Para este ciclo, temos US$ 5 bilhões, US$ 1,1 milhão a mais, apesar da pior crise pela qual a Fifa já passou. O futuro se vislumbra, inclusive, mais brilhante porque as pessoas se dão conta de que o futebol está administrando bem a sua receita. Vamos aumentar os fundos de desenvolvimento em 20%. Cada federação receberá US$ 6 milhões, em vez de US$ 5 milhões", adiantou.

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