Processo licitatório para os transportes públicos já têm 50 emendas

Câmara Municipal modificou na semana passada regra para o subsídio da tarifa.

Fátima Elena Albuquerque,
Gerlane Lima
Vereador disse ser necessário encontrar um ponto de equilíbrio entre aquilo que é importante para garantir o transporte público de qualidade.

A Câmara Municipal de Natal (CMN) está discutindo uma nova licitação dos transportes públicos da capital. Na semana passada foi modificada a regra para o subsídio da tarifa. Com isso, pelo menos 20% das verbas do Fundo Municipal de Transporte Coletivo (FMTC) terão essa função. Antes, a lei estabelecia um percentual fixo de 30%. A expectativa é de que haja uma redução do valor da tarifa e a melhoria do transporte.

Em entrevista nesta segunda-feira ao Jornal 96, o vereador Kleber Fernandes explicou que a Prefeitura teve que fazer uma readequação no projeto de lei e formou uma comissão de vereadores para contribuir com a elaboração de um novo projeto, a fim de evitar que, ao chegar à Câmara Municipal, sofra tantas alterações novamente.

“A licitação passada sofreu algo em torno de 140 emendas por parte da Câmara. Consequentemente, isso alterou a concepção inicial do processo licitatório e, por duas vezes, a Prefeitura do Natal fez a licitação, lançou os editais e ela deu deserta, ou seja, nenhuma empresa do Brasil se interessou de participar do processo”, afirmou.

Segundo Kleber Fernandes, mesmo assim cerca de 50 emendas foram apresentadas nesse processo atual. “Isso, decerta forma, gera alterações que pode, mais uma vez, colocar em risco o processo licitatório, podendo dar deserto novamente”, ressaltou. O vereador disse ser necessário encontrar um ponto de equilíbrio entre aquilo que é importante para garantir o transporte público de qualidade, que atenda os anseios da população e que possa haver uma tarifa justa, que caiba no bolso do cidadão.

Na opinião de Kleber Fernandes, há alguns pontos que podem onerar a tarifa, como a exigência de ar condicionado dentro dos veículos e ônibus com piso baixo, o que custa algo em torno de R$ 800 mil, enquanto que um ônibus normal gira em torno de R$ 200 mil e R$ 300 mil. “Hoje, Natal não tem, dentro das suas vias e nas suas calçadas, a acessibilidade necessária para se adaptar a esses ônibus com piso baixo”, destacou.

A tarifa atual é de R$ 3,65 e com as exigências para a nova licitação, poderá chegar a R$ 4,97, de acordo com Kleber Fernandes.


Confira a entrevista:



Tags: Jornal 96 Kleber Fernandes licitação transportes públicos
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